Ser

Minha história


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Thi,

Nossa história é tão simples e pequena. Queria que pudéssemos dar continuidade a ela, mas sei que a vida não é tão simples.

Nós nos conhecemos em um sábado à noite, dia 10 de julho de 2004, na quermesse da São Benedito. Recordo-me que te vi por volta das 20h45. Você se aproximou e deixou que eu e uma amiga nos aproximássemos.

Foi o início de um papo descontraído entre amigos... É, me lembro bem... cheguei a pensar que estava interessado na minha amiga. Conversa vai, conversa vem, acabamos descobrindo que morávamos muito próximos e nem imaginávamos.

No fim você nos ofereceu carona para casa, logo que nos despedimos em casa achei que tinha te perdido para a Tali... É, mas a vida é cheia de surpresas, no domingo retornei à mesma igreja, pois a quermesse teria continuidade. É, como imaginei você estava lá e, para minha infelicidade, com a Tali e o amigo dela; o que me chateou é que desci com outros amigos porque ela disse que iria para Agudos! Não tivemos chance de conversar. Ocorreu uma confusão, onde me lembro bem... você tomou um soco de graça. Em meio à confusão pedi para que fosse em casa e você disse que iria.. Confesso que te esperei a semana inteira!

Na quinta-feira dia 22 de julho de 2004 te encontrei, lembra...? Eu estava indo buscar minha mãe no trabalho e esqueci de dizer: era meu aniversário. Thi, no mesmo dia te liguei, pois a Tali me deu seu telefone quando foi me dar parabéns. E o melhor, ela estava ficando com um amigo nosso no dia... Fiquei feliz!

Naquele dia saímos, fomos ao Caju, lembra...? Eu me lembro bem, mas foi também o primeiro e último passeio que faríamos juntos...

No domingo, ficamos juntos, assistimos a um filme e fomos à casa da sua avó, fizemos planos para o futuro, tudo estava maravilhoso. Na terça-feira fui com você até o juramento da bandeira, onde você recebeu sua reservista, estava indo tudo bem...

Mas o inesperado aconteceu: você me ligou e terminou comigo sem motivo aparente. Fiquei magoada, passei noites sem dormir, começou meu sofrimento. Te ver e não te ter não foi e não é fácil. Até conservamos algumas vezes, mas já não era a mesma coisa, ficou uma incógnita no ar. Hoje te vejo com outra e não posso fazer nada, além de aceitar a realidade... Te perdi!

Sei que vamos nos ver muitas vezes, já que vai trabalhar no mesmo lugar que minha mãe; e é a onde fica minha dentista. Encontros serão inevitáveis, mas a conformação terá que ser maior que o desejo de te ter novamente; temo dizer o que sei que é a mais pura verdade... Eu ainda te amo!

Camila

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