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Pará tem 16 cidades em estado de emergência e 19 mil desabrigados

Folhapress
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São Paulo - O nível do rio Tocantins baixou 30 cm no final de semana, apesar de ainda chover forte no Pará, onde as enchentes dos rios fizeram cerca de 19 mil pessoas deixaram suas casas. A medição foi feita pelos órgãos de hidrologia. O rio ultrapassou o seu nível máximo (12 metros) no meio da semana. Anteontem, ele voltou à marca limite - o que ainda é considerado crítico.

A previsão é de mais chuva pelo menos até quarta-feira, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O tempo irá se manter nublado com pancadas de chuva em todas as regiões. São 19 cidades atingidas pelas enchentes -16 em situação de emergência e três em alerta. A Defesa Civil não divulgou um novo relatório ontem.

Segundo o órgão, os números se mantiveram “estáveis”. O último levantamento registra 116 mil pessoas atingidas e oito mortes em decorrência das cheias dos rios Tapajós (oeste), Xingu (centro), Araguaia e Tocantins (sul do Estado). O Tocantins é o único cujo nível é medido pelos órgãos de hidrologia. A Defesa Civil não recomenda a volta das pessoas para as casas, mesmo com a baixa dos rios.

A entidade diz que é preciso fazer uma limpeza nas moradias antes. No Estado, há 5.000 moradores desabrigados (praticamente a metade em Marabá) e ao menos 14 mil desalojados. A Defesa Civil chama de desabrigados aqueles que perderam suas casas; desalojados são os que tiveram as moradias danificadas, mas que podem ser recuperadas.

Nos dois casos, os moradores podem ser levados a abrigos ou a casas de amigos e parentes. A preocupação, no momento, é com o aumento de doenças em razão da má qualidade da água. Em Anapu, o órgão municipal de saúde detectou um acréscimo de casos de dengue e malária. A proliferação de ratos e outros animais peçonhentos também propicia as infecções, em especial as de pele.

A Defesa Civil continua com a distribuição de comida para os afetados. O relatório afirma que os municípios necessitam, com urgência, de mais de 8.000 cestas básicas. A situação é bastante crítica em Almeirim, que precisa de 1.775 cestas básicas. Há, na cidade, ao menos 10 mil pessoas afetadas por enchentes.

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