Internacional

Irã treina 40 mil homens-bomba

Folhapress
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Washington - O regime iraniano vem treinando homens-bomba para atacar alvos americanos e britânicos, caso suas instalações nucleares sejam bombardeadas pelos dois países ocidentais. A informação foi publicada ontem, em Londres, pelo jornal “Sunday Times”.

O jornal afirma existirem 40 mil voluntários nessas condições, e que parte deles integra uma unidade especial da Guarda Revolucionária iraniana. Os integrantes dessa unidade participaram de um desfile militar, vestindo uniformes e trazendo bolsos para o transporte de explosivos ao redor da cintura.

Hassan Abbasi, coordenador do plano, afirmou que 29 alvos ocidentais já foram identificados. “Estamos prontos para atacar alvos americanos e britânicos caso nossas instalações nucleares sejam atingidas”, afirmou, segundo gravação transcrita pelo “Times”.

Em Damasco, onde se encontrava anteontem, o ex-presidente iraniano Hashemi Rafsanjani disse não acreditar que seja de interesse imediato de Washington o bombardeio do Irã. Afirmou que o Conselho de Segurança não chegou a elaborar uma resolução nos termos desejados pelos EUA, e que os americanos estão em “guerra psicológica” contra seu país.

O Conselho de Segurança deu prazo ao Irã até o dia 28 para interromper o processo de enriquecimento de urânio. O ultimato já foi rejeitado. Os cinco membros permanentes do conselho e mais a Alemanha reúnem-se na terça, em Moscou, para discutir novamente a questão.

Anteontem, o jornal britânico “The Guardian” disse que, em exercícios conjuntos, os EUA e o Reino Unido haviam feito em 2004 uma simulação de um ataque ao território Irã. Os exercícios ocorreram em Fort Belvior, na Virgínia.

O Ministério da Defesa britânico respondeu ser “inconcebível” uma ação militar contra o Irã e disse que o exercício, realmente feito, procurava com cenário fictício medir o grau de resistência dos soldados. Por sua vez, um colunista do “Washington Post” que já foi oficial de inteligência americano, William Arkin, disse que, antes de invadir o Iraque, em março de 2003, os EUA haviam detalhado um plano para atacar o Irã, por meio de mísseis.

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