Embora a Copa do Mundo comece daqui há 52 dias, muita gente já desfila pelas ruas com a camisa da Seleção Brasileira de Futebol. Quem ainda não tem já está providenciando e, sobretudo, pesquisando muito. A peça varia em modelo e principalmente no preço. O torcedor pode gastar até R$ 179,00 se fizer questão de ter a camisa oficial do time. Quem não quiser gastar muito tem a opção de adquirir modelos semelhantes com preço popular: a partir de R$ 9,90.
Em Bauru, os consumidores já começam a entrar no clima do evento e também a gastar, mas de maneira comedida. Quem comemora são os comerciantes, que prevêem acréscimo de mais de 20% no volume de vendas neste período, desde o segmento de confecções até pet shops. Incluem-se neste rol artigos de bijuteria, botons, relógios e até jóias evidenciando as cores verde-e-amarelo.
“Estamos vendendo em média 80 camisetas do Brasil por semana. Hoje, quem mais compra é o cliente masculino. No entanto, quando ele traz a mulher ou namorada junto, sempre acaba levando alguma coisa para ela também. Portanto, a Copa movimenta as vendas como um todo”, comenta Sérgio Silva, gerente de uma loja de roupas e calçados no Centro de Bauru.
Ainda segundo ele, as vendas no estabelecimento aumentaram 20% nos últimos 15 dias, em comparação ao mesmo período do ano passado. O consumidor, diz Silva, está preferindo os produtos mais baratos. As camisas mais vendidas têm sido as de R$ 27,90. As semi-oficiais ou oficiais, que custam entre R$ 139,00 e R$ 179,00, não têm sido as preferidas pelos torcedores.
O casal Alexandre Thomaz e Atilane Ribeiro Thomaz, por exemplo, adquiriu na semana passada três camisas do Brasil, cada uma por R$ 40,00. Pechinchar foi a prioridade na hora da compra.
“Andamos bastante para achar uma camisa barata, mas bonita e de qualidade também. A oficial está muito cara, não dá para comprar. O jeito é apelar para as alternativas”, diz Atilane. O marido ainda pretende comprar uma camiseta do Brasil para o filho de 1 ano e estuda adquirir uma televisão com tela de 42 polegadas. “Até a Copa, vamos ver se vai dar (para comprar)”, observa Alexandre.
O estudante Nickolas Ferreira de Aguiar também pretende se equipar para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira sem mexer muito no bolso. Como ganhou uma camiseta com as cores do Brasil, procura uma camisa de, no máximo, R$ 80,00. “Está tudo muito caro, principalmente as roupas oficiais da seleção. Estou pesquisando bastante, senão o dinheiro não vai dar. Acho que vou ter que gastar muita sola de sapato até encontrar o que quero, a um preço acessível para mim”, destaca.
Para Francisco Alberto Franco de Bernardis, vice-presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), a Copa do Mundo vai impulsionar as vendas, principalmente, das lojas de materiais esportivos, eletrodomésticos e distribuidoras de bebidas.
“A nossa expectativa é otimista, principalmente porque no último sábado vendemos bem. No entanto, acredito que quem vai faturar mais com a Copa do Mundo são as lojas de televisão. Se o Brasil for bem na competição, acho que o consumidor vai ter disposição para gastar mais em outros departamentos”, avalia.
Bernardis também adiantou que a AEC elabora uma promoção para o período da Copa em conjunto com o Dia dos Namorados. O Calçadão da Batista de Carvalho será enfeitado com bandeirolas do Brasil e, quem fizer compras vai concorrer a brindes.
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Bandeiras
Os torcedores de Bauru também estão comprando muitas bandeiras para acompanhar os jogos do Brasil na Copa do Mundo. Numa loja de confecções do Centro da cidade, foram vendidos 150 metros de bandeira em menos de um mês.
O metro, com 32 bandeiras, é vendido a R$ 5,99 à vista e a R$ 6,69 a prazo, em até oito vezes. Outra peça, com duas bandeiras grandes - de 30 centímetros cada uma -, sai por R$ 6,65.
“Assim que os panos chegam, vendemos rapidinho. Estamos renovando as peças toda semana. A procura está muito grande mesmo”, diz Rosinaldo Bernardes, supervisor de vendas do estabelecimento.
Para ele, o consumo dos produtos deve melhorar ainda mais às vésperas do início do evento.