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Fiscalização do Ministério do Trabalho termina na polícia

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Para averiguar uma denúncia de irregularidades trabalhistas numa obra, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Bauru e Região solicitou a fiscalização do Ministério do Trabalho. O auditor fiscal do trabalho Durval Soler Torres, acompanhado de Aloísio Costa e Josefino Cândido de Oliveira, representantes do sindicato, foram até o local, na quadra 1 da rua José Miguel.

De acordo com o auditor, a irregularidade foi comprovada, pois os trabalhadores do local não possuíam registro em carteira. Ele conta que Antônio Donizeti Lima Alencar, responsável pela obra, ao avistar a fiscalização, passou a ameaçar, desacatar e acusar o auditor e os sindicalistas. Como a situação ficou insustentável, o auditor foi até a Polícia Federal solicitar apoio.

Na delegacia, foi lavrado um termo circunstanciado de ameaça, desacato e resistência, que será encaminhado à Justiça Federal para análise. De acordo com Alencar, em nenhum momento houve ameaças ou desacato. Ele garante que não registrou os trabalhadores em sua obra porque eles preferiram assim. “São empreiteiros e autônomos que pediram para não serem registrados. Por causa desse evento, parei a obra“, afirma.

Para Alencarl houve abuso. “Eles vieram intimidar. Em nenhum momento proibi a fiscalização“, assegura. De acordo com Cláudio da Silva Gomes, presidente do sindicato, a reação de Alencar foi incomum. “Todos cooperam com as fiscalizações. E todos respeitam o auditor do Ministério do Trabalho, porque afinal ele é uma autoridade”, observa.

O Sindicato avisa que vai aguardar o transcorrer do processo e intensificar as investigações sobre a obra. “Além da Justiça Federal, ele também vai responder pelas irregularidades trabalhistas”, garante.

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