Após mais de três anos de governo, o presidente Lula atrai (o que já era previsto) a ira dos conservadores que faz lembrar os tempos do macartismo.
A estratégia de sangrar o partido não funcionou com Lula, e sim deu a ele, o ex-metalúrgico, o “status” de líder principal, e sua força vem da grande massa, o eleitor pobre, que ainda vê em Lula seu porta-voz da nação. Esse eleitor acredita principalmente, pelo carisma que Lula tem, em alguém que fala a língua do povo, e isso nenhum conservador tucano tem.
FHC falava e dirigia-se só aos grandes, era restrito a arrogância “intelectual”. Lula é aberto ao povo, aos movimentos sociais, a importância da reforma agrária, a igualdade racial. E isso incomoda alguns, como a expansão da esquerda comunista incomodou Kennedy no passado. Os conservadores querem sempre mandar, pois ricos não existem sem pobres, e eles jamais querem deixar sua “pose” em troca de uma igualdade social, aquela que Marx sonhou um dia. E em uma reforma social quem perde são esses barões conservadores, que contam suas mentiras há anos, tentando assustar crianças desde o berço, sobre o fantasma esquerdista, os barões que destruíram o ensino público para fortalecer suas escolas particulares, os barões que apoiaram os EUA nos golpes de estados na América Latina para impedir o crescimento socialista, e os mesmos que hoje tentam dar um golpe usando da hipocrisia sua arma nos meios de comunicação, que deveria ser usado para relatar fatos e não ser manipulador de opinião com interesse de terceiros.
Hoje vivemos um momento importante da história, novamente temos uma crescente força socialista na América Latina, temos o Brasil, a Venezuela, Bolívia, Chile, Uruguai, Argentina, Cuba. Temos que agora, mais maduros, evitar novamente sucumbir aos interesses norte-americanos e dos conservadores. Mostrar que a vida não é apenas ter bens materiais, e sim viver para um bem social igual. Por isso eu “beijo” a barba de Lula, Fidel e cia, ao contrário daqueles que não beijam, mas mordem sanduíches americanos, tentam nos confundir, e jogar a culpa da destruição da sociedade aos esquerdistas, mas não são eles que comandam o mundo há tanto tempo. Ou evitamos isso já, apoiando o crescimento socialista e incomodando os barões, ou acabaremos de vez embalados em uma grande e ilusória caixa de mclanche “feliz”.
Marcos Paulo Casalecchi Rezende - RG 26.565.001-X