Internacional

Generais da reserva dos EUA apóiam Rumsfeld contra ‘o mal’

Folhapress
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Washington - Quatro generais da reserva manifestaram ontem apoio ao secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, que enfrenta intensa pressão para que deixe o cargo. Eles acusaram os seis colegas que iniciaram a onda de críticas de não compreenderem “a luta contra o islã radical”, o preceito da liderança civil das Forças Armadas e a competência de Rumsfeld, independentemente do que alguns consideram ser seu estilo “arrogante e autocrático”.

Na sexta, o próprio presidente George W. Bush deu um voto público de confiança em Rumsfeld, coisa que ele já teve de fazer antes. Outros dois generais também já haviam saído em defesa da conduta e liderança de Rumsfeld, 73 anos.

Em artigo no “Wall Street Journal”, os generais John Crosby, Thomas McInerney, Burton Moore e Paul Vallely afirmam que Rumsfeld é o secretário da Defesa mais competente que o país já teve. Entre seus feitos, a deposição “brilhante” do regime Taleban no Afeganistão e de Saddam Hussein no Iraque, “colocando ambos países no caminho da democracia”.

Eles argumentam que os sentimentos sobre o estilo de Rumsfeld são “irrelevantes” e consideraram absurda a sugestão de que há um sentimento generalizado de insatisfação nas Forças Armadas a respeito da conduta do secretário na Guerra do Iraque.

As dificuldades no Afeganistão e a quase guerra civil no Iraque não foram abordadas, exceto para dizer que críticas neste momento minam o esforço americano para combater “forças no mal”.

Na semana passada seis generais de reserva, alguns envolvidos na invasão do Iraque, criticaram Rumsfeld publicamente pelo fraco planejamento estratégico e militar no Iraque e por não dar ouvidos aos militares em campo. Sobre a opção tática de utilizar forças “leves e móveis”, os defensores de Rumsfeld consideraram que seria “inútil” lutar de outra forma.

“Usar armas convencionais e estratégias da Segunda Guerra Mundial seria praticamente inútil contra inimigos sem lei e civilização. Dois dos generais aposentados parecem não entender a verdadeira natureza da ideologia radical, os extremismo islâmico e o motivo pelo qual lutamos no Iraque”, diz o artigo. O próprio Rumsfeld se manifestou ontem sobre o assunto, dizendo que as críticas a ele “vão passar”. “Há sempre dois lados nessas coisas, e, quanto mais forte são as críticas, mais forte é a defesa de que não concorda com elas.”

O novo chefe-de-gabinete da Casa Branca, Joshua Bolten, afirmou em reunião ontem com os principais assessores de Bush que haverá mudanças para “renovar e reenergizar a equipe”. Ele pediu que, se algum dos assessores tiver em mente deixar o governo até o fim do ano, que o faça agora.

Bolten tomou posse na última sexta-feira. Ele não pediu a renúncia de ninguém especificamente, e ninguém se manifestou se queria deixar o governo, segundo o porta-voz presidencial Scott McClellan. Segundo o porta-voz, Bolten falou ao primeiro escalão que haverá algumas mudanças e ajustes. “Você precisa equilibrar mudança com continuidade.” A mudança da chefia de gabinete foi creditada à acentuada queda de popularidade de Bush, tensões com o Congresso e críticas crescentes ao governo.

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