Internacional

Prodi acena com reformas para baixar déficit italiano

Folhapress
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Roma - O líder do bloco de centro-esquerda, Romano Prodi, enquanto não tem sua estreita vitória oficialmente confirmada, respondeu por meio de porta-voz à preocupação de que, com a maioria de duas cadeiras no Senado, não conseguiria conduzir as reformas para a redução do déficit público, complicando a possibilidade de a Itália se manter na zona do euro.

A hipótese foi levantada pelo colunista Wolfgang Munchau, do “Financial Times”, e retomada por sites noticiosos. Para ele, com o quadro político engessado, o mercado e os políticos “populistas” passariam a pressionar o governo italiano a retornar à lira, moeda própria.

A confirmação dos resultados da eleição concluída há oito dias deve sair ainda nesta semana. Silvio Sircana, porta-voz de Prodi, disse que o provável novo premiê sabia que os resultados eleitorais seriam apertados e que seu país sairia polarizado das urnas.

“Não creio que os mercados estejam preocupados tanto assim com isso”, afirmou. Disse também que os mercados estão corretamente tentando entender o modo de agir do futuro governo e a coerência que ele manterá com os compromissos assumidos. Economistas acreditam que o país precise de uma “terapia de choque’’ para baixar o atual déficit (4,1% do PIB) e encontrar uma saída para a dívida pública.

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