Economia & Negócios

Consumo de produtos orgânicos cresce 5% em um ano, diz associação

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

A possibilidade de ter uma vida mais saudável faz com que cada vez mais os consumidores comprem ou procurem saber quais são os benefícios dos produtos orgânicos. Interessados no mercado promissor, pelo menos 12 produtores de Bauru e região já aderiram às técnicas orgânicas de plantio. O presidente da Associação dos Produtores Rurais e Orgânicos do Centro Oeste Paulista (Aprocop), Samuel Mendes Gomes, constatou que nos últimos 12 meses o consumo aumentou 5% em Bauru.

Apesar do número ainda ser pouco expressivo, ele e os outros produtores apostam no crescimento contínuo do mercado. “A informação sobre a qualidade dos orgânicos é cada vez mais divulgada. Assim que as pessoas conhecem os benefícios, passam a comprar os produtos”, afirma.

A formação de associações colabora para a permanência dos produtores no mercado. “Um incentiva o outro e, juntos, buscamos soluções para situações desde o plantio até a comercialização”, diz. Gomes e outros cinco sócios abriram uma loja e comercializam os alimentos que produzem no campo.

Em uma rede de supermercados da cidade, pelo menos 12% dos produtos comercializados no setor de hortifruti são orgânicos. “Os produtos ficam em gôndolas separadas e identificados como orgânicos. A conscientização do consumidor sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente tem aumentado a compra de produtos orgânicos”, afirma o funcionário responsável pelo setor, Frederico Santarosa.

Frangos criados com técnicas orgânicas também são vendidos no mesmo supermercado. “Adquirimos 3.500 quilos de frangos naturais por mês. Eles são praticamente vegetarianos e não tomam hormônio para crescimento”, explica Pedro Sérgio Batista, do setor de produtos perecíveis.

A curiosidade das pessoas também ajuda na divulgação dos produtos orgânicos. “Muitas pessoas procuram os produtores para saber o que significa a palavra ‘orgânico’”, conta Gomes. Ele mesmo explica: “A produção orgânica começa no manejo da propriedade. Primeiro, existe um trabalho de recuperação do solo e da água degradados por plantações convencionais”.

No plantio, não pode ser utilizado agrotóxico ou adubo químico. Os produtores precisam estar envolvidos em projetos sociais e de preservação ambiental. “O custo chega a ser de 15% a 20% maior que a produção convencional, mas o meio ambiente é respeitado e preservado”, esclarece.

Além disso, os alimentos orgânicos precisam ser certificados. Somente institutos qualificados podem conceder um selo que atesta a procedência do produto. Na região, o Instituto Biodinâmico (IBD), localizado em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), é um certificador de produtos orgânicos. No site do instituto estão todas informações sobre a legislação.

• Serviço

Mais informações sobre produtos orgânicos podem ser encontradas nos sites www.ibd.com.br e www.aprocop.org.br.

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Consumidores

Quando os filhos de Katya Mangialardo nasceram, ela resolveu aderir aos produtos orgânicos. Atualmente, compra verduras, legumes e frutas orgânicas, além de frango natural. “Meus filhos comem alimentos que não são saudáveis quando estão fora de casa. Procuro comprar produtos orgânicos para proporcionar mais saúde para eles”, explica.

Maria Aparecida Magri também dá preferência a produtos orgânicos. “Pelo menos alface e legumes eu compro orgânicos. São mais saudáveis e mais práticos de lavar”, justifica. Há pelo menos dois anos ela compra produtos sem agrotóxico.

O aposentado Dario Rodrigues diz que não tem certeza dos benefícios dos orgânicos, mas foi convencido. “Compro na esperança de que sejam mais saudáveis mesmo”, diz.

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