Traficantes de entorpecentes em Bauru sofreram um duro golpe ontem. Foram quatro flagrantes feitos pela polícia desde a noite de terça-feira até o meio-dia de ontem. Maconha, crack e cocaína foram apreendidos e seis pessoas foram presas.
O primeiro flagrante aconteceu no final da tarde de terça-feira, na quadra 34 da avenida Rodrigues Alves, onde policiais militares avistaram uma moto com dois ocupantes e perceberam que o passageiro mudou seu comportamento com a aproximação da polícia, ao mesmo tempo em que se livrou de um pacote envolto em plástico.
Os policiais recuperaram o pacote e, no interior dele, encontraram 11 pedras de crack e uma porção de maconha. O acusado C.E.L, 27 anos, confessou ser usuário, mas mesmo assim foi autuado por tráfico, já que a droga estava embalada para comércio. A polícia não divulgou os nomes dos acusados.
Com ele foram encontrados também R$ 35,00 em dinheiro, que o acusado alegou ter emprestado de seu pai. A maconha totalizou 1,8 gramas e o crack, 3,4 gramas.
Em outro caso, agentes do Instituto Penal Agrícola (IPA) encontraram em um frasco de hidratante corporal dois invólucros contendo 35 gramas de cocaína. O frasco pertencia ao reeducando R.M.S, 21 anos. O detento alegou desconhecer a droga que estava no frasco.
De acordo com a polícia, o reeducando retornava ao presídio depois de ter passado a Páscoa com a família, em São Paulo. Ele foi autuado em flagrante por tráfico por volta das 20h de anteontem.
Dispensou o crack
A Força Técnica, com o apoio do Canil da Polícia Militar, apreendeu ontem três pedras de crack, dois aparelhos celulares, dois rádios de comunicação, duas munições, um toca CD de veículo e R$ 2.400,00 em dinheiro, em notas de R$ 50,00, R$ 10,00 e R$ 5,00, além de uma tesoura e um rolo de papel alumínio usados para embalar a droga.
A apreensão aconteceu na manhã de ontem. Os policiais militares, de posse de um mandado de busca, revistaram a residência localizada na rua Joaquim Radicopa, Jardim Petrópolis. Um terreno baldio próximo foi vasculhado pelos cães Guga e Sarkis, dois labradores especializados na busca por entorpecentes, mas nada foi encontrado.
As três pedras de crack foram “pescadas” no esgoto da casa, por onde o acusado E.S.A, 33 anos, pretendia dispensar toda a droga. “A mulher dele atendeu a porta e gritou para ele que era polícia. Ele entrou no banheiro e tentou dispensar toda a droga, fingiu que estava tomando banho”, explicou o comandante da equipe, tenente Agnaldo Ribeiro da Silva.
Pela quantidade de dinheiro encontrada e pela movimentação citada na denúncia, supõe-se que o casal havia vendido cerca de 240 pedras, uma vez que cada uma delas é comercializada por R$ 10,00. O acusado alegou que o dinheiro era fruto da venda de um carro e que desconhecia a droga.
Uma correspondência encontrada entre os pertences do casal decifrou alguns obstáculos da ocorrência. A carta era de um presidiário do Centro de Detenção Provisória (CDP) que responde por tráfico de entorpecente.
Ele se comunicava com o casal por meio de cartas e telefone, uma vez que o preso tem um celular dentro do presídio. A comunicação, possivelmente sobre o comércio ilegal, foi descoberta pela polícia, que agora vai investigar o caso.