Política

Fim da greve está por R$ 50,00 de vale

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A greve dos servidores públicos municipais de Bauru, iniciada no dia 4 deste mês, pode ser encerrada em negociação marcada para às 10h de hoje, se a prefeitura aceitar proposta do Sindicato dos Servidores (Sinserm) de suspender a paralisação com o acréscimo de R$ 50,00 ao valor mensal do vale-compra. Esta é a contraproposta que a entidade vai levar ao chefe de Gabinete do prefeito, Paulo Sérgio Canalli, para que o movimento seja encerrado após 16 dias de paralisação.

“A assembléia aprovou de que estará cedendo em alguns pontos. A contraproposta para a administração é a de que o vale-compra seja de R$ 182,00, cedendo aos R$ 200,00 solicitados inicialmente. O vale-compra não compõe o limite de despesa com pessoal da lei fiscal e a administração tem condições de atender a esta reivindicação para colocar fim à greve”, conta a sindicalista Idelma Corral.

Na prática, o sindicato aceita encerrar a greve se o governo elevar o vale-compra de R$ 132,00 para R$ 182,00 mensais, mantendo-se a reposição de 5,03%, mais abono de R$ 50,00 e incorporação de outros R$ 50,00 já concedidos pela prefeitura. O acompanhamento da evolução das receitas municipais para a discussão de eventual novo índice seria feito até agosto deste ano, quando as negociações voltariam a ser realizadas.

O chefe de Gabinete, Paulo Canalli, confirmou a reunião às 10h hoje, na sede da Secretaria de Administração, na avenida Nuno de Assis, mas não deu indicação de que a contra-proposta possa ser aceita. “É indiscutível que há defasagem salarial dos servidores. Agora não dá para realinhar as perdas acumuladas em apenas 15 meses. Esperamos que o servidor se conscientize de que estamos nos esforçando para repor o que é possível”, reage Canalli.

Mesmo com o argumento de que a majoração do valor do vale-compra distribuído aos servidores não afete os limites da lei fiscal, o chefe de Gabinete endurece na resposta. “O governo tem de defender os direitos dos servidores, por melhores salários, e também as obrigações do município com a sociedade. A despesa com pessoal fica em 52,55% com a proposta atual e, com as vantagens, o gasto com servidor chega a 60% das receitas, sem margem para atender a todas as demais demandas de serviços à população”, contrapõe.

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