Nacional

Anac sinaliza a possível aprovação da compra da Varig pela VarigLog

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, informou ontem que a agência ainda poderá aprovar a compra da VarigLog, ex-subsidiária de transporte de cargas da Varig, pela Volo, a empresa criada no Brasil pelo fundo americano Matlin Patterson.

Anteontem a Anac chegou a divulgar que o negócio havia sido rejeitado porque os proprietários da Volo não haviam pedido autorização. Ontem, entretanto, Zuanazzi informou que a agência não chegou a analisar o processo e que o aval será dado desde que a empresa cumpra todas as exigências legais. A concretização do negócio é importante para a própria Varig porque a VarigLog apresentou proposta de US$ 400 milhões para comprar a empresa.

Segundo Zuanazzi, a venda ainda não foi autorizada em razão da falta de uma certidão da Justiça Federal sobre débitos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Um dos proprietários da Volo, Marco Antônio Audi tinha dívidas com o INSS em fase de execução no valor de R$ 838,8 mil.

Ele afirma, porém, que já quitou a dívida. Zuanazzi disse ter se encontrado com donos da Volo hoje no Rio de Janeiro, entre eles o investidor Lap Chan, que representa o fundo Matlin Patterson, e Audi. No encontro, ele afirmou ter sido comunicado de que a certidão já havia sido providenciada e que seria remetida “nos próximos dias”.

“No momento que isso ocorrer, a agência se reúne de novo e diz que está autorizado”, disse. Segundo ele, a Anac tem entre 15 dias a 30 dias para se pronunciar, mas o processo pode ser agilizado. “Se chegar o documento amanhã (hoje), nós podemos analisar o mais rápido possível.”

O presidente da Anac também descartou que exista desnacionalização no caso da venda da VarigLog para a Volo. A Volo foi acusada pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) de ser uma “laranja” do Matlin Patterson, que, como fundo estrangeiro, não pode ter mais de 20% de participação em companhias aéreas no Brasil, de acordo com a legislação vigente. “Nós pedimos informações à Volo, ela prestou essas informações e a conclusão de nossa equipe é que não há desnacionalização. O capital é como manda a lei acima de 80% nacional”, afirmou.

Contingenciamento

Zuanazzi declarou ainda que a Varig mantém boas condições de segurança e operação, mas que mesmo assim a agência tem um plano de contingenciamento para o caso de ela parar de operar. Ele disse ainda que observa uma espécie de perseguição em relação à companhia. “Às vezes se ocorrer um atraso com um avião da Varig é notícia, se ocorrer um atraso em outro avião não é notícia. É um aspecto real, mas temos que olhar o conjunto.”

Comentários

Comentários