Mais uma vez peço a V.S. licença para ocupar o espaço sagrado da Tribuna do Leitor, desta feita para tecer umas considerações sobre a verba de 120 mil reais, destinada para Piratininga pela União, e confiscada por esta em virtude de não ter sido usada em tempo hábil por quem de direito, mais precisamente a prefeitura.
Na semana passada foi que ouvi os primeiros rumores de que havia um movimento na cidade para cassar os direitos políticos do prefeito municipal, sr. Mauro Martinão, por desvio e por perda de verbas destinadas à Prefeitura Municipal de Piratininga.
Ora, se a cassação do prefeito era ditada, unicamente, por causa dessa verba de 120 mil reais, destinadas para a prefeitura em 2003, acredito que há um ponto aí para ser comentado:
1 - A verba que foi destinada para o município pela União, não o foi em segredo. Portanto, todos os entes ligados à prefeitura devem ter tido conhecimento dela, principalmente prefeito, vereadores e o pessoal de obras, que deveria usá-la.
2 - Se o prefeito não cuidou de usá-la, onde estavam os vereadores que não o obrigaram a tanto?
3 - Onde estava o pessoal do setor de obras, que não cuidou de aplicá-la convenientemente?
4 - Considerando que dos vereadores da atual legislatura seis são remanescentes da gestão anterior (os novos são: Emigdio Ant. Mansanaro, Manoel Jerônimo do Esp. Santo e Marcelino Donizete P. Cardoso), não se deveria pensar em cassá-los todos, porque, afinal de contas, não cumpriram a missão inerente ao cargo, que é a de fiscalizar o prefeito em todos os seus atos administrativos da cidade, nem na gestão passada e nem nesta? Eis a pergunta que me aflige!
Era o que eu tinha para dizer. Grato pela atenção, eu me despeço, firmando-me mui respeitosamente.
Armando Persin - RG 1.984.227