O Brasil passou a ser o 4.º país do mundo em números de desempregados, só ficando atrás da Índia, que é o país mais populoso do mundo. Com índices tão altos de desemprego, aumentaram também os índices de violência. O desemprego no nosso país está cada vez maior, as empresas brasileiras não estão suportando a concorrência dos produtos vindos de fora, e os empregos que a produção gerava acabaram exportados para os países onde se fabricam os importados. Com a política adotada pelo governo nos últimos anos, fez-se aumentar as desigualdades sociais. Empresas falindo e desempregados aumentando cada vez mais. A América Latina apresenta as maiores desigualdades sociais do mundo, destacando-se, entre os países latino-americanos, o Brasil. Milhões de brasileiros vivem com menos de meio salário mínimo por mês, no patamar mais baixo da pirâmide social, uma situação de pobreza e miséria. O desemprego é hoje uma das principais preocupações dos brasileiros. Quando aparece concurso ou emprego, multidões fazem filas para se inscrever por um salário miserável. Que país é esse com tanta miséria? Pessoas recolhem o que sobrou nas feiras, pessoas morando embaixo de viadutos, vasculhando os lixões em busca de objetos ou restos de alimentos, sem contar a assistência médica, considerada precária.
Na nossa cidade (Bauru), pessoas que vivem catando papelões, recolhendo garrafas de plástico e latas de alumínio com suas carroças e seus animais em pele e osso sendo chicoteados. As carroças já tomaram conta das ruas e praças. Um verdadeiro cartão postal da cidade. Políticos até agora não se manifestaram, só prometem e se manifestam em época de política. O povo tem que acordar para a vida, aprender a cobrar deles, pois não é só receber altos salários. O povo precisa de emprego e não de demagogia feita pelos políticos. Será que o aumento da criminalidade e da violência não é conseqüência do desemprego e miséria? O que o leitor pensa de tudo isso?
Ana Sônia - RG 38.965.239-8