Políticos e empresários bauruenses vão apresentar ao reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto, três áreas do município que estariam à disposição das instalações de um câmpus da instituição em Bauru.
Entre elas estão os terrenos da extinta Companhia Energética de São Paulo (Cesp), localizados entre as rodovias Marechal Rondon e Bauru-Marília, no Núcleo Habitacional Édson Gasparini, além dos pátios ferroviários do bairro Curuçá e os prédios desativados do Instituto Brasileiro do Café (IBC), na altura da Vila Industrial.
Uma reunião está marcada para a próxima terça-feira, em São Paulo, quando o grupo vai apresentar a proposta e o motivo do interesse em abrigar uma unidade da universidade em Bauru.
De acordo com o ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB), que faz parte da comissão, serão ressaltadas qualidades de Bauru que poderão ser o diferencial na concorrência com outras cidades interessadas.
“Vamos falar das virtudes de Bauru, como sua localização geográfica, a infra-estrutura que oferece 99% de luz e água, os 97% de esgoto e as rodovias importantes que cortam o município. Será destacado também que Bauru está numa região de grande potencial para o desenvolvimento do combustível renovável, e ressalta ainda que já temos uma infra-estrutura de serviços, como hotéis e telefonia”, comenta Tidei.
Segundo o ex-prefeito, a Unifesp deve implantar câmpus em Diadema e Guarulhos até 2007. Há projetos também de expansão em Santo Amaro, na capital, onde a universidade aguarda aprovação do Ministério da Educação (MEC), e São José dos Campos. Uma unidade já está em funcionamento na Baixada Santista.
“A expectativa é de que eles (a reitoria da Unifesp) se interessem por Bauru. Ninguém vai para lá achando que vamos sair com uma faculdade embaixo do braço. Esperamos que o reitor passe a considerar o município como uma opção para encontrar aqui (em Bauru), uma expansão da universidade”, completa Tidei.