Cultura

‘Espíritos’ faz sustos com lenda urbana

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Sabe aquela lenda urbana sobre as fotos que registram aparições fantasmagóricas, luzes ou mesmo a face de pessoas mortas? E sabe a onda de terror oriental, que já presenteou os cinemas com “O Chamado” e “O Grito”, para ficar apenas nas referências mais claras? “Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado”, que estréia hoje nos cinemas de Bauru, é um mexido pouco temperado dessas duas receitas sobre espíritos atormentados que recusam-se a seguir para a luz.

“Espíritos” (“Shutter”, como é chamada a cortina que permite a entrada da luz na câmera fotográfica) é uma produção tailandesa de 2004, com direção até eficiente de Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom. A dupla consegue aproveitar um roteiro previsível e repleto de buracos para segurar o suspense - na verdade, a tensão histérica, auxiliada pela trilha sonora – até o final. E há sustos, alguns até bons.

Na história, o fotógrafo Thun (Ananda Everingham) e sua namorada, Jane (Natthaweeranuch Thongmee), atropelam uma garota na estrada, de madrugada, ao voltarem de uma festa. O rapaz convence Jane a fugir sem prestar socorro e, a partir do acidente, todas as fotos tiradas por Thun começam a registrar manchas, luzes brancas ou faces assustadoras.

Ao mesmo tempo, os dois passam a ter pesadelos e sensações desagradáveis, como se houvesse a presença de algum tipo de entidade ao seu redor – um verdadeiro encosto. O casal, então, vai investigar a identidade da menina atropelada pois acreditam que ela é o espírito que os atormenta.

A referência a outras produções de terror oriental é clara primeiramente em razão da motivação do tal espírito: pura vingança. E da mesma fonte vem também a assustadora garota de cabelos escuros com rosto branco, pronta para arregalar os olhos na tela e fazer o público pular das poltronas – Samara, alguém? Tem mais: assim como em produções recentes, a moça cabeluda se arrasta pelo teto, esgueira-se por cantos e escadas até alcançar as vítimas petrificadas. Cenas que só repetem o horror de “O Grito” e “Água Negra”.

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