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Lula vai à Europa negociar TV digital

Folhapress
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Ilha de Comandatuba - O ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) confirmou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar à Europa no próximo mês, quando deve tratar sobre o padrão da TV digital. “O presidente Lula vai à Viena (Áustria) no dia 12 de maio. Lá, ele vai se encontrar com lideranças européias e certamente vai tratar disso (A questão da TV digital)”, disse Furlan, que espera acompanhar o presidente na viagem.

Na Europa, Lula vai participar da cúpula entre América Latina, Europa e Caribe. Anteontem, Lula que o governo ainda negocia qual padrão de TV digital será adotado pelo País. Segundo ele, o governo “já sabe negociar” e vai agir “com muita tranqüilidade” e “sem bravatas” até anunciar a decisão. O presidente disse também que a decisão poderá ser vinculada à instalação de uma fábrica de semicondutores. “Nós não queremos ser apenas compradores de produtos fabricados lá fora. Nós queremos ter nesse país a capacidade de ter um parque de semicondutores para que a gente possa, através da microeletrônica, nos transformar em uma nação tão importante quanto eles [europeus, americanos e japoneses] já são”, disse.

Apesar de afirmar que a decisão ainda não está tomada, o governo já deu fortes sinais de que tende a adotar o padrão japonês. Na semana passada, ministros brasileiros estiveram no Japão onde anunciaram acordos com o governo japonês e a empresa Toshiba detalhando contrapartidas caso o País adote o sistema japonês.

A Toshiba mostrou interesse em instalar uma fábrica de semicondutores no Brasil, mas não deu garantias. O sistema europeu não está, entretanto, descartado. Também na semana passada, a Coalizão DVB (formada pela Nokia, Philips, Rohde&Schwarz, Siemens, STMicroeletronics e Thomson) informou que convidará o Brasil a fazer parte do núcleo de desenvolvimento da segunda fase do sistema internacional DVB, o que significa participar da evolução tecnológica do sistema, podendo incluir inovações tecnológicas produzidas no Brasil.

O convite foi reiterado por meio de carta encaminhada pela União Européia à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

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