Polícia

Adolescente morre jogando futebol

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O estudante Guilherme Antunes da Silva morreu no final da tarde de sexta-feira, vítima de edema agudo de pulmão. Ele jogava bola com amigos em um campo de futebol próximo à sua casa, no Jardim Ouro Verde, logo após o almoço de confraternização que comemorou o seu 14.º aniversário.

Após receber a notícia, o pai do menino, Maurício Antunes da Silva, que sofre do coração, teve que ser internado. A mãe, Eliana Aparecida da Silva, está em estado de choque.

A tia do menino, Regina Aparecida da Silva diz que Guilherme era saudável e que a família desconhecia que ele tivesse problemas cardíacos. “Os médicos que fizeram o atendimento e a necrópsia disseram que foi sangue para o pulmão dele e ele não conseguiu respirar.”

Ela conta que o garoto jogava bola em uma quadra perto da casa da família. “Ele com uns dez meninos estavam jogando bola. Lá tinha um conhecido nosso que tentou reanimá-lo até a chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não teve jeito.”

A família está inconformada com a morte. “Era o aniversário dele. A família fez um almoço, um churrasco. Nós festejamos e depois que saímos de lá, ele foi jogar com os amigos. Logo em seguida tivemos que retornar. Avisaram que ele estava passando mal”, diz Regina.

Segundo o registro feito na polícia, por volta das 17h10 deu entrada no Pronto-Socorro Central o menino Guilherme Antunes da Silva. Ele estava inconsciente. De acordo com testemunhas que estavam no campo de futebol, o adolescente jogava na posição de goleiro quando sentiu-se mal e desmaiou. O Samu foi acionado e fez o socorro. A morte do estudante foi constatada por volta das 17h45.

A tia acha que ele foi socorrido já sem vida. “Quando nós chegamos lá, ele já não tinha mais os batimentos cardíacos. Estava praticamente morto.”

Causa da morte

O coordenador do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru, médico Ivan Segura, explicou ontem que a vítima morreu de edema agudo de pulmão. “Ele tinha uma doença base, a hipertrofia cardíaca.”

Segundo o médico, essa patologia não é comum em pessoas tão jovens. “Não é comum em adolescentes, mas acontece”, observa.

No início deste mês, outro adolescente, Diego Luis da Silva, 17 anos, foi vítima de uma fatalidade semelhante. Ele morreu de parada cardíaca jogando basquete na escola Ayrton Busch, no Parque Jaraguá.

Em dezembro passado, Paulo Roberto Victor, 12 anos, que sofria de uma cardiopatia (doença do coração) morreu após levar um soco na boca do estômago.

O zagueiro Serginho, do clube São Caetano, morreu em campo durante uma partida de futebol no final de 2004. Mesmo tendo recebido os primeiros socorros no campo e encaminhado para o hospital, ele foi mais uma vítima da chamada morte súbita.

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