• Café amargo
Um servidor não gostou nada da carta enviada ao Jornal da Cidade por Pedro Valentim, publicada na edição de anteontem. Durante a sessão da Câmara Municipal, o servidor, exaltado, chegou próximo de Valentim com um copo de café e jogou o líquido no rosto dele, levando em troca alguns socos. O servidor foi retirado do plenário e do lado de fora ainda tentou tomar a câmera de uma equipe de TV que teria filmado o incidente. Valentim, por sua vez, registrou boletim de ocorrência contra o agressor, que não foi identificado.
• Incorporações
Os vereadores adiaram por três sessões o projeto de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM) que altera as regras para incorporação de gratificações para quem ocupa cargos de confiança. Pelo projeto, o prazo para incorporação passa de cinco para dez anos, sendo que a partir do quinto ano na função o funcionário passa a ter direito à incorporação proporcional ao tempo no cargo.
• Excesso de regalias
O motivo do adiamento, no entanto, nem foi o fato de o prazo dobrar, mas sim a mensagem modificativa do prefeito Tuga Angerami (PDT) que concede 30% a mais de gratificação para quem, depois de incorporar, permanecer no cargo. Alguns vereadores entendem que essa gratificação para quem exerce cargo comissionado é uma afronta aos demais servidores, cujo reajuste proposto pela administração é de 5,03%. Realmente...
• Pressão acusada
Os parlamentares também adiaram o projeto de reajuste dos servidores municipais por uma sessão. A intenção é forçar o prefeito a negociar novamente com os servidores. Na prática, os parlamentares sentiram a pressão dos funcionários municipais, que lotaram as galerias da Câmara e realizaram ato público em frente ao prédio do Legislativo, contra a aprovação do projeto.
• Forca simulada
Os servidores fizeram muito barulho no ato público, mas o destaque mesmo ficou para o diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) conhecido como Beto, que simulou estar sendo enforcado pela administração municipal. Enquanto isso, crescem as reclamações da população, que também se sente com a corda no pescoço.
• Queda-de-braço
O vereador Arildo Lima Júnior (PP) teve sérias dificuldades para se expressar na tribuna, durante a sessão de ontem. O motivo foi a defesa que o vereador fez para que o projeto do reajuste fosse votado, segundo ele, para garantir no mínimo a proposta da prefeitura. Os servidores não gostaram nada do discurso, mas não viraram as costas ao vereador, como na semana passada. Arildo se posiciona contra a continuidade do movimento.
• Agora, os recursos
A novela que se tornou a criação do fundo para o tratamento de esgoto em Bauru teve seu final ontem, com a aprovação do projeto pela Câmara. Mas o vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) deu a dica de que outra novela deve começar: a captação de recursos. Apesar do projeto permitir que o prefeito aumente a tarifa de esgoto por decreto, o vereador afirmou que a prefeitura e o DAE devem buscar outras alternativas de recursos, para que o sistema de tratamento de esgoto seja construído o mais rápido possível.