Polícia

Homem achado morto na Pousada estava em liberdade condicional

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O homem encontrado morto em um pasto na Pousada da Esperança 1 no domingo foi identificado. É o pintor Mauro José de Brito, 31 anos, conhecido por “Maurinho” e “Campinas” – por ser morador da cidade de mesmo nome. Ele estava em liberdade condicional pela Comarca de Marília.

Ele foi identificado pela sua ex-amásia, Graziele Cardoso Las. O nome da mulher estava tatuado no braço esquerdo da vítima. A identificação do morto foi feita graças a uma informação anônima passada à Polícia Militar. O denunciante disse que os autores do crime seriam os irmãos Lucas Cardoso Las, 20 anos, e Átila Cardoso Las, 22 anos.

Em contato com os dois, que são irmãos de Graziele, os policiais militares só obtiveram respostas negativas quanto à autoria do homicídio. Apesar disso, no quintal da casa deles, na rua José Alves Seabra, também na Pousada 1, foi localizada uma carteira referente a benefícios da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Marília, onde a vítima do homicídio cumpria liberdade condicional.

Durante a conversa com os dois rapazes, os policiais descobriram que a vítima foi amásio de Graziele, irmã deles. Em contato com a mulher, que também reside na Pousada, ela confirmou que morou com Brito, mas que estava separada dele há mais de duas semanas.

A mulher disse para a polícia que conheceu Brito no presídio e que desde a separação ela não o via. Ela disse que seu ex-marido morava em Campinas e que desconhecia o paradeiro dele. Através dos policiais militares, ela ficou sabendo da morte de Brito e foi até o Instituto Médico Legal (IML) fazer o reconhecimento do corpo.

O corpo, posteriormente identificado foi localizado pela polícia na manhã de domingo, na quadra 4 da rua Miguel Débia.

A vítima apresentava afundamento do rosto, ferimentos na cabeça e corte na orelha direita, indicando uma agressão. Nas costas havia ferimento típico de que o corpo foi arrastado até o local.

O IML informou que a morte de Brito foi provocada por trauma crânio-encefálico, causada por golpes na cabeça. Os golpes podem ter sido provocados por um caibro ou um pedaço de ferro. O laudo confirma uma suspeita feita no local de encontro do corpo, quando a polícia suspeitou de que ele tenha sido agredido até a morte.

As investigações do crime estão a cargo da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) que ontem, após a identificação da vítima, começou a fazer os levantamentos preliminares.

Comentários

Comentários