Brasília - Os analistas do mercado financeiro continuam a revisar para baixo as expectativas de inflação para 2006. A queda consecutiva nas previsões ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ter reduzido de 16,5% para 15,75% ao ano a taxa básica de juros da economia.
Agora, os analistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de preços do governo, termine o ano em 4,42%, pouco abaixo do centro da meta, que é de 4,5%. Antes, a projeção era de 4,43%. É a quarta revisão para baixo consecutivo do índice.
A previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 3% para 2,72%. Para o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), a expectativa passou de 3,14% para 3%. Essa é a décima primeira semana consecutiva que as previsões para os dois índices são reduzidas, de acordo com o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.
Até o final do ano, as instituições financeiras mantiveram a previsão de que a taxa Selic chegará a 14% ao ano. A previsão para o crescimento da economia foi mantida. A pesquisa aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5%.
Já com sobre a produção industrial, os analistas esperam um crescimento de 4,50%, contra 4,48% da semana anterior. Esse é o sexto aumento consecutivo. Já a projeção em relação ao superávit comercial - saldo positivo entre exportações e importações- está em US$ 40 bilhões.