Política

Garmes intercede, mas Tuga não aceita revisar vale-compra agora

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Câmara Municipal de Bauru, vereador Antonio Carlos Garmes (PSDB), se reuniu com o prefeito Tuga Angerami (PDT) na noite de ontem para interceder por um acordo em favor do fim da greve dos servidores, iniciada no começo desde mês. Garmes informou que o chefe do Executivo disse que o governo está aberto ao diálogo e aceita negociar, com o Sindicato dos Servidores (Sinserm), a revisão do valor do vale-compra em agosto deste ano, conforme o comportamento da arrecadação, para que a paralisação seja encerrada.

O prefeito, conta Garmes, disse que “tem a máxima boa vontade que a greve se encerre e ressalta que o limite de gastos em 60% da receita, neste momento, pede que a verificação das condições de arrecadação seja transferida para o mês de agosto para conversar sobre a reivindicação de aumento no vale-compra”. O presidente do Legislativo pede que o “bom senso prevaleça e que a população não seja ainda mais penalizada com a paralisação parcial de serviços em razão da greve. O Executivo apresentou números demonstrando que os gastos com pessoal já atingiram o limite da lei fiscal e deixa o diálogo aberto, assim como o sindicato indica se dispor a conversar”.

Conforme o presidente do Legislativo, o prefeito ratificou que a comissão já constituída para a negociação da campanha salarial dos servidores está à disposição para agendar nova reunião com o objetivo de encerrar o movimento grevista. “O prefeito reiterou que basta o sindicato agendar com a chefia de Gabinete, acrescentando que a discussão sobre os dias parados depende de decisão judicial. Mas o prefeito me disse que se a greve for julgada ilegal, não haverá retaliação aos servidores e os dias parados poderão ser compensados após a volta ao serviço”, finaliza.

O advogado do Sinserm, Sandro Luiz Fernandes, reafirmou que a entidade nunca fechou as portas ao diálogo e que foi a entidade quem propôs ao Executivo o fim da greve com a recomposição parcial do vale-compra de R$ 132,00 para R$ 182,00. “É preciso sair do impasse, mas o governo tem que demonstrar na prática boa vontade, apresentando algo que seja diferente do não que estamos ouvindo. Queremos discutir o vale-compra”, comenta.

Enquanto fica em aberto a possibilidade de nova negociação, a entidade programa para hoje novas manifestações. A entidade mantém “segredo” sobre os atos para não permitir ações preventivas por parte do governo.

Comentários

Comentários