• Importações 1
Os importadores de veículos automotores que atuam no mercado brasileiro não se cansam de lamentar os problemas que enfrentam no País. Mas no primeiro trimestre deste ano até que tiveram algum motivo para comemorar. Entre janeiro e março, a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos, Abeiva, contabilizou 1.188 unidades comercializadas no varejo.
• Importações 2
Esse volume correspondeu a um crescimento de 6,6% em relação às 1.114 unidades vendidas no mesmo período do ano passado, o que já deu algum alento às marcas que fazem parte da entidade – BMW, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Porsche e Ssangyong. Já no atacado as vendas chegaram a 1.212 unidades, ou 7,4% mais que as 1.128 do primeiro trimestre de 2005. Somente em março último foram 467 vendas, 109 veículos a mais que em fevereiro – 30,4% de crescimento.
• Importações 3
O setor atribui a elevação neste início de ano aos lançamentos feitos por algumas marcas, mas continua apontando a elevada alíquota de importação de 35% como o principal motivo para as vendas não decolarem. Mas pelo menos por enquanto podem comemorar as baixas cotações das moedas estrangeiras e a valorização do real, o que sempre dá uma “forcinha” aos negócios.
• Triunfo oriental 1
Pela primeira vez na história a soma da produção das montadoras japonesas que têm fábricas nos Estados Unidos superou o volume de qualquer uma das marcas legitimamente ianques na terra do Tio Sam. Em todo o ano passado, a General Motors, maior montadora americana e do mundo, produziu 4,6 milhões de veículos leves e caminhões em sua terra natal. Enquanto isso, as montadoras de origem nipônica, juntas, chegaram à produção de 4,8 milhões de unidades por lá.
• Triunfo oriental 2
Individualmente, porém, a GM continua à frente das concorrentes. Mas analistas de mercado dos Estados Unidos prevêem que, se as montadoras ianques não se reestruturarem profundamente, já nos próximos anos as marcas japonesas deverão ultrapassar também a produção somada das principais marcas americanas - a própria GM e mais Ford e Chrysler.
• Triunfo oriental 3
Essas duas últimas, aliás, já anunciaram planos de reestruturação. Mas, segundo os analistas, os planos deverão ocasionar uma queda na produção de ambas de cerca de 2,4 milhões de unidades/ano. Na “contramão”, a Toyota, sozinha, prepara-se para inaugurar mais duas fábricas em solo americano.