O lixo doméstico volta a se acumular em frente às casas em Bauru por conta da greve do funcionalismo público. Até ontem, 23º dia da paralisação, 44 ou 61% dos coletores de lixo do período da manhã deixaram de trabalhar, segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). A coleta foi feita em apenas seis pontos da cidade, com 30% do efetivo liberado pelos manifestantes para trabalhar.
São 72 funcionários que se revezam na coleta entre os períodos da manhã e noite, em 24 setores. Ao todo, 15 bairros (veja quadro) foram prejudicados pelo movimento, que ganhou força com a adesão dos funcionários da coleta de lixo.
Das 180 toneladas recolhidas diariamente, quando o serviço está normalizado, ontem de manhã foram coletados apenas 53 mil quilos, em toda a cidade. A Emdurb não conseguiu informar o montante recolhido à noite. Na terça-feira, 132,6 toneladas de lixo foram levadas ao aterro sanitário.
“Hoje (quarta-feira), os lixeiros não passaram e o lixo ficou na porta de casa. Vou ter que trazê-lo para dentro de novo para evitar que a cachorrada rasgue os sacos e suje a calçada”, diz Alda Veraldo, moradora da rua Miguel Zaidan, no Mary Dota, um dos bairros mais atingidos pela greve dos coletores em Bauru.
Segundo a assessoria de imprensa da Emdurb, a orientação da Prefeitura é que a população tente manter o material descartável dentro de casa e também reduzir ao máximo a produção de lixo até que a situação seja regularizada. Informou ainda que, por ora, não há nenhuma medida em estudo, como a contratação de uma frente de trabalho, por exemplo, para que o serviço seja normalizado.