• Acabou, mas nem tanto
A greve dos servidores municipais terminou, mas a discussão sobre os salários não vai se encerrar com o fim da paralisação. O sindicato da categoria afirmou que cumprirá à risca o acordo de monitorar as contas da prefeitura. Ou seja, qualquer sinal de melhoria no caixa do município será motivo para cobrar do prefeito Tuga Angerami (PDT), no mínimo, o aumento do vale-compra.
• Rescaldo trabalhoso
Com o fim da greve dos servidores, nem tudo deve voltar ao normal de imediato. Na Educação, por exemplo, os funcionários que aderiram à greve terão de repor os dias parados durante o recesso escolar, em julho. Já os coletores de lixo, que ficaram apenas um dia em greve, vão precisar se desdobrar para fazer a coleta do lixo acumulado até amanhã, prazo acertado entre administração e sindicato.
• Nem uma bolachinha?
Uma das servidoras da comissão eleita para representar os grevistas nas negociações com a prefeitura não via a hora de acabar a assembléia que definiu o fim da greve. Segundo ela, durante a reunião com o chefe de Gabinete, Paulo Canalli, e o procurador-geral da Prefeitura, Maurício Porto, que durou quase seis horas, foram servidos apenas café e água. “Nem uma bolachinha...”, reclamou.
• Discussão radicalizada
O impasse entre prefeitura e sindicato rendeu algumas piadas nos corredores da prefeitura. Ontem, quando o chefe de Gabinete e os diretores do sindicato começaram a fazer a ata da reunião, um funcionário disse que eles ainda estavam discutindo porque não tinham chegado a um acordo com relação à data nem ao tipo de papel e de caneta que seriam usados para confeccionar o documento...
• Dinheiro “carimbado”
Matéria da edição de hoje explica, em parte, por que o governo Tuga endureceu na oferta de 5,03% de reposição aos servidores. Com pouca margem para investir e sendo cobrado pela população a cada aparição pública de Angerami, o governo decidiu não abrir mão de alguns milhões do orçamento para tentar repaginar a cidade.
• Bigode salva vereador
O vereador Faria Neto tem feito as vezes de anfitrião quando a Câmara recebe a visita de escolas. Anteontem, foi um desses dias. Ao ver o vereador entre os estudantes do ensino fundamental, um servidor da Casa não resistiu: “Só dá para saber quem é o Faria porque ele tem bigode e está com a camisa diferente, mas no tamanho é tudo igual”, disse, provocando risos até no parlamentar.
• Contratos da educação 1
A perícia judicial que avaliou a documentação dos contratos sem licitação firmados pela Secretaria de Educação em 2005, para cursos e palestras, menciona que não cabia a notória especialização justificada pela prefeitura. Era visível que em muitos dos cursos deveria haver competição para a escolha do contratado.
• Contratos da educação 2
Mas isso não quer dizer que a secretária de Educação, Ana Daibem, vá ter problemas com o Ministério Público. Apesar da eventual escolha jurídica em desacordo com a situação, os contratos são de valores inferiores a R$ 8 mil, isoladamente, e há possibilidade dos serviços serem enquadrados em caso temporário, o que evita que o caso vá ao Judiciário.