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Reflexões sobre a educação


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Educação, educações. Com certeza todos nós já ouvimos, lemos e refletimos acerca deste tema, tão importante, controverso, intenso, debatido, profundo e, entretanto, nunca esgotado. O século XXI teve seu início marcado por intensas mudanças, pela quebra de paradigmas historicamente enraizados na sociedade, trazendo em seu bojo novas características comportamentais do ser humano, que necessariamente deve adequar-se às novas contingências sociais e às muitas transformações que estão ocorrendo num mundo contemporâneo e globalizado, afetando diretamente as relações inter e intra-pessoais.

Neste amplo universo mutante não há espaço para o sujeito paciente que não consegue articular-se com outros sujeitos sociais com os quais estabelece relações de variadas vertentes, produzindo História, entendendo-se como produto e produtor das transformações sociais. Entretanto, para gerir sua própria atuação, mister é que se aproprie dos diferentes saberes que regem o mundo. Inserida neste intrincado contexto social, deparamo-nos com a instituição escolar, entendendo-a como uma comunidade da qual participam diferentes atores sociais, desempenhando papéis diversificados, cuja finalidade última é educar e formar o ser humano. Diante de tal situação, encarregada, e porque não dizer sobrecarregada, da transmissão dos saberes acumulados pelo homem através dos tempos, além da formação deste enquanto cidadão do mundo, que precisa ser atuante e participativo, a escola tem-se moldado conforme as demandas sociais dela exigidas. Esta instituição formada por seres humanos complexos, individuais e ao mesmo tempo coletivos, vem sendo forjada pelo ideário, pelas ideologias dominantes e necessidades sociais ao longo dos anos, fazendo com que os atores que nela atuam acompanhem tais movimentos, ora adequando-se, ora contestando e lutando por políticas educacionais mais eficazes, uma vez que a educação escolar deve propiciar ensino de qualidade que prepare os educandos para o convício social adequado. Neste Dia da Educação, não temos muito a comemorar. Os avanços são contabilizados de maneira bastante paulatina, os recursos são escassos, a valorização do profissional educador é imperceptível, e os resultados deste engendramento social fazem-se sentir diariamente, nas mais diversas áreas do País.

Vamos valer-nos de que este é um ano especial para nós brasileiros. Iremos às urnas em outubro! Vamos utilizar nosso poder de decisão com sapiência e dignidade, buscando eleger pessoas sérias e comprometidas com o bem-estar social. Busquemos políticos que apresentem propostas educacionais consistentes, sem medidas de caráter paliativo, mas que realmente promovam a qualidade da educação do já tão sofrido povo brasileiro.

A autora, Isabel Cristina Miziara, é professora e coordenadora pedagógica em Bauru

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