Professores e alunos já sabem que jogar lixo no rio é proibido? Mas qual a lei que determina isso e qual penalidade para quem for pego em flagrante cometendo a irregularidade? Sabe-se que manter animais silvestres dentro de casa também é crime ambiental. Papagaio, arara e tartarugas são animais silvestres?
Com o objetivo de esclarecer essas e outras dúvidas sobre legislação ambiental e aprimorar o conhecimento sobre a prática cidadã, 60 professores de escolas de educação infantil e ensino fundamental da rede municipal de Bauru participarão, a partir de terça-feira, do 1.º Projeto de Estudos Ambientais (Preamb).
Os professores farão um curso de 40 horas com atividades teóricas e práticas, incluindo visitas a locais de ecoturismo. O lançamento foi ontem pela manhã, no auditório do Sincomércio.
O projeto é desenvolvido pela seção de educação ambiental da 2.ª Companhia de Policiamento Ambiental de Bauru, curso de relações públicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenação do Centro de Pesquisa e Apoio a Projetos Educacionais da Secretaria Municipal de Educação.
A coordenadora da área de meio ambiente da Secretaria Municipal de Educação, Sirlei Campos, ressaltou que o projeto piloto transformará os professores em multiplicadores: as informações serão transmitidas também aos alunos. “Principalmente assuntos sobre a fauna, tratamento de resíduos, animais silvestres e convivência entre humanos e animais na cidade são assuntos importantes para serem abordados com os alunos. Os professores já têm informação sobre o assunto, mas serão melhor capacitados para transmitir aos alunos”, afirma.
Em um segundo momento, o projeto será avaliado pelos próprios professores. Após os ajustes, será implementado a maior número de escolas de Bauru, podendo até chegar à rede estadual e escolas particulares. “Quanto mais pessoas estiverem envolvidas, melhor será o resultado”, avalia a professora Márcia Zwiker.
Para o subcomandante da 2.ª Companhia de Policiamento Ambiental de Bauru, Antônio César Cardoso, as crianças tem papel importante na prática da legislação. “Muitas vezes é a própria criança que informa os pais de que é proibido ter animais silvestres em casa. Contamos com elas para divulgar as informações”, diz.