Política

Pq. do Castelo, nosso ‘Ibirapuera’ adormecido

Da Redação
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Uma área verde de 14,7 alqueires, dotada de nascentes, mata nativa e recortada pelo córrego Água do Castelo, a menos de três quilômetros do Centro de Bauru, é uma reserva ambiental que poderá se transformar em um novo cartão postal do município. Apelidado de “Ibirapuera de Bauru”, o Parque do Castelo poderá mudar o cenário da cidade e transformar um vazio urbano em uma área de lazer, cultura e entretenimento.

No papel há quase 20 anos, o Parque do Castelo está localizado entre os bairros Jardim Godoy e Alto Alegre, conforme projeto, será cortada pela Nações Unidas Norte, importante via que interligará os bairros vizinhos até o encontro com a rodovia Bauru-Marília, futuro acesso da cidade. O deputado Pedro Tobias (PSDB) incluiu uma emenda no orçamento de ste ano, solicitando ao governo estadual a execução da avenida Nações Unidas Norte.

A região ainda passa despercebida para muitos bauruenses que desconhecem sua história e importância ambiental, com exceção daqueles que vivem em bairros vizinhos, que sofrem com a quase inexistência de acessos integrados. O Parque do Castelo também possui referências históricas, pois foi, no passado, o local onde imigrantes espanhóis encontraram minas d’água, de excelente qualidade. O produto era engarrafado e vendido na cidade.

Um dos entusiastas da idéia, o arquiteto Jurandyr Bueno Filho, falar com entusiasmo do assunto. “São mais de 14 alqueires de área que chega até a rodovia Bauru-Marília. Esse vazio urbano seria de extrema importância para a cidade. É muito próximo ao centro. Poderá ser o Parque Ibirapuera de Bauru”, diz.

Com sua experiência profissional, Jurandyr Bueno já visualiza um grande lago de quatro alqueires, áreas verdes, espaços culturais e de lazer, que certamente atrairiam a população. “Vejo as nascentes que existem lá e toda a área verde. A área do Parque Vitória Régia era muito semelhante, a diferença é que quando fizemos a Nações havia uma grande erosão”, recorda.

Ele acrescenta a necessidade de se investir com urgência na região para ampliar o acesso da população, que poderia ir a pé ao Centro, dada a reduzida distância, e garantir a preservação da área. “Se não há um projeto, a área vai erodindo, tendo ocupação e começa o processo de favelização”, diz o arquiteto.

O prefeito Tuga Angerami alimenta a expectativa de o projeto sair do papel a partir da liberação de recursos estaduais para a conclusão do prolongamento da avenida. “O projeto Parque do Castelo está pronto, tem algumas desapropriações (já realizadas) e várias pessoas fizeram doações de terra para que seja feita a avenida Nações Unidas Norte”, comenta.

Ele acredita que à medida em que o prolongamento se concretize, o Parque do Castelo se tornará uma realidade. “A idéia é ter uma área de lazer, bosques, um espaço bonito de encontros, realmente um espaço de lazer da população. Tem gente que tem idéia preservacionista, (desejando) que a área fique intocável, mas não é isso. É preciso manter, preservar, mas usufruir.”

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