São Paulo - O cardeal-arcebispo metropolitano de São Paulo, dom Cláudio Humes, defendeu hoje o Bolsa-Família, dizendo que “não importa se (o programa) é eleitoreiro ou não, mas que 8 milhões de pessoas que passavam fome estão comendo”. A declaração foi feita durante missa para cerca de mil pessoas na Catedral da Sé, em comemoração ao Primeiro de Maio. D. Cláudio defendeu o principal programa de assistência social do governo Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que “não se pode negar um prato de comida a ninguém”.
Apesar de reconhecer avanços na economia e na política social, d. Cláudio apontou a urgência de um “salto de qualidade” para que o Brasil cresça. Sobre o Primeiro de Maio, d. Cláudio o classificou como um dia de comemoração e de luto: “É um dia de comemoração da organização dos trabalhadores e suas vitórias no último século. Mas é também um dia de luto porque muita gente ainda está sofrendo, morreu e continua morrendo nessas lutas”.
Após a missa, o PSTU e o Conlutas (central sindical ainda não oficializada vinculada à sigla) lideraram um ato público com cerca de 2.000 pessoas. Nos discursos, foram feitas críticas à “política neoliberal” e à corrupção no governo Lula. Havia no evento representantes do PSOL, do PSB e do PCB. Não havia bandeiras do PT.
Em Minas, o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, d. Walmor Oliveira de Azevedo, lembrou hoje a promessa feita por Lula, em 2002, de criar 10 milhões de empregos. Ele cobrou a geração de mais empregos. “Criar postos de trabalho é dar dignidade ao trabalhador. Foram criados empregos, mas não os 10 milhões, e estamos em ano eleitoral”, lembrou d. Walmor.