Nacional

Hoje, assembléia dos credores da empresa poderá optar por divisão

Folhapress
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Rio de Janeiro - Três grupos estão interessados em participar do leilão da operação nacional da Varig, se a proposta de divisão da companhia for aprovada hoje na assembléia dos credores da empresa. A informação foi dada ontem por Marcelo Gomes, diretor da consultoria Alvarez & Marsal, contratada pela Varig para conduzir o processo de recuperação. Segundo Gomes, os grupos interessados são liderados pela ASM Asset Management, por um banco nacional de investimento e por um fundo californiano.

Na reunião, na Ilha do Governador (zona norte), os credores vão analisar quatro propostas pela Varig. A mais cotada é a criada pelo governo federal, por credores e pela Justiça do Rio, e pretende dividir a empresa: uma sem dívidas, que atuaria no mercado nacional, e a outra internacional, com as dívidas. Nesse caso, a primeira empresa seria leiloada em um prazo estimado de 60 dias. Além dos três confirmados por Gomes, outros grupos podem se interessar pelos vôos domésticos da Varig.

Além do plano do governo federal, os participantes da assembléia vão apreciar também as ofertas da Volo, controladora da Varig Log, do TGV (Trabalhadores do Grupo Varig) e a do consultor Jayme Toscano. A assembléia será composta por funcionários da empresa e representantes de companhias de leasing e de estatais (BR Distribuidora, Infraero etc.), entre outros credores.

O valor total da proposta da Varig Log é de US$ 400 milhões e prevê a manutenção de metade dos empregos. Ela divide a Varig em duas companhias: uma nova com os ativos operacionais e uma empresa velha, com dívidas. Já a proposta de compra de Toscano é de US$ 1,9 bilhão, mas ele não informou a origem dos recursos.

A da TGV é de R$ 2,5 bilhões, que inclui o uso da poupança previdenciária dos trabalhadores. Existe a expectativa que a assembléia de ontem seja suspensa em razão das reviravoltas que o processo de recuperação da Varig sofreu na última semana. Alguns credores afirmam que precisariam de um pouco mais de tempo para analisar os detalhes da proposta do governo, que prevê o leilão da possível Varig doméstica.

A Varig, que aderiu à nova lei de falências em junho de 2005, tenta negociar com credores prazos de carências para enfrentar a baixa temporada.

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