Política

Na Câmara, Tuga garante programa de alimentação

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Tuga Angerami (PDT) esteve ontem na Câmara Municipal para negociar a manutenção do veto ao projeto que cria o programa de alimentação dos servidores (PAS). Em troca, Angerami se comprometeu a enviar novo projeto ao Legislativo, aumentando o teto salarial para quem terá direito ao PAS para R$ 750,00, como queriam os vereadores.

O projeto original foi vetado porque os vereadores aprovaram emenda ampliando o número de beneficiados pelo programa.

A matéria original previa que apenas os servidores que ganhassem até R$ 519,00 receberiam o tíquete. Com a emenda, os funcionários que recebem até R$ 750,00 seriam contemplados.

Para Angerami, o aumento no teto salarial dos beneficiados tronaria o projeto inviável, mas o quadro mudou após o reajuste concedido aos servidores municipais.

De acordo com o prefeito, o reajuste já forçaria o aumento do teto para R$ 704,80, por isso ele resolveu ceder. “Como os valores são bem próximos nós decidimos aumentar o teto para o valor que os vereadores aprovaram”, disse.

Outro motivo que levou o prefeito ao Legislativo foi o fechamento da cozinha industrial do Caic, que depende da aprovação do Pas. Segundo Angerami, a manutenção do sistema da forma como opera atualmente é inviável, por isso a necessidade de mudança. “Estamos tentando racionalizar o serviço e ter controle sobre quem recebe o benefício”, salientou.

O prefeito afirmou ainda que 1.230 servidores serão contemplados com o tíquete, no valor de R$ 4,00. “Serão 120 servidores a mais do que os beneficiados pelas refeições fornecidas pela cozinha do Caic”, disse.

Angerami também explicou que a desativação da cozinha do Caic não vai comprometer o fornecimento de refeições para os bombeiros e para os hospitais. Segundo ele, há um entendimento com o Hospital de Base para fornecer as refeições aos pacientes e, no caso dos bombeiros, os próprios ficariam responsáveis pela alimentação. “São alternativas que estão sendo estudadas”, frisou.

Com a disposição do Executivo em mandar novo projeto para a Câmara, os vereadores mantiveram o veto ao projeto que cria o Pas. Mesmo assim sobraram críticas ao prefeito Tuga Angerami. Para os vereadores de oposição, o prefeito vai muito ao Legislativo negociar projetos polêmicos, o que seria uma forma de exercer pressão nos parlamentares.

De acordo com o vereador Marcelo Borges (PSDB), a ida do prefeito à Câmara é normal, mas não pode virar rotina. “Acho que tem que respeitar a autonomia dos poderes. Se começar a vir sempre pode dar a sensação de pressão”, ressaltou.

Para o prefeito Tuga Angerami, o fato de ir à Câmara não significa pressionar os vereadores. De acordo com ele, da mesma forma que os vereadores são recebidos na prefeitura e nas secretarias, o prefeito pode se dirigir ao Legislativo. “Eu poderia pedir ao líder do governo ou da bancada para intermediar, mas entendo que é melhor vir pessoalmente. Aqueles que vêem isso como forma de pressão, têm uma visão equivocada”, salientou Angerami.

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