São Paulo - O São Paulo joga para manter a rotina recente de festas no seu estádio. O Palmeiras entra em campo para acabar com a sina de fracassos no palco mais importante do futebol paulista. Hoje, às 21h45, o Morumbi vai contar muito do clássico mais dramático do ano até aqui.
Na busca por uma vaga nas quartas-de-final da Taça Libertadores da América, quem vencer avança. Empate sem gols classifica o São Paulo. Igualdade em 1 a 1 provoca pênaltis. Empates a partir de 2 a 2 qualificam o Palmeiras.
Ainda com o interino Marcelo Vilar, o Palmeiras tem nova chance de mostrar que ainda é grande no palco das grandes decisões. Coincidindo com sua seca de títulos, o clube se apequenou no Morumbi. Lá, neste século, só ganhou três vezes (a última vez em 2004) em mais de duas dezenas de partidas. Nenhum desses triunfos foi válido por um mata-mata. O aproveitamento de 27% o colocaria como rebaixado de qualquer Brasileiro na era pontos corridos.
Em 2006, o time perdeu o embalo que tinha ainda sob o comando de Leão justamente quando atuou no Morumbi - derrota por 4 a 2 para o próprio São Paulo pelo Paulista. “É apenas mais um jogo, não se pode ir com esse pensamento (a falta de vitórias nos clássicos no Morumbi]. Temos que nos concentrar no jogo.”, diz Vilar, que faz seu terceiro jogo no comando do time principal do Palmeiras.
E o São Paulo promete transformar seu enorme estádio em um alçapão, como já fez nas três Libertadores que ganhou e em boa parte dos jogos nesta temporada - ganhou 76% dos pontos que disputou no Morumbi.
“O time não vai querer ser desclassificado no Morumbi diante de milhares de torcedores. Por isso temos que dar essa classificação de presente para o torcedor que faz a sua parte”, diz o atacante Thiago, que ainda é dúvida para a partida.
Como optou por mandar o primeiro jogo da série no Parque Antarctica, o Palmeiras terá cerca de 7 mil torcedores nas arquibancadas hoje. O jogo promete ser quente. São-paulino e palmeirenses, cujos times são os clubes paulistas recordistas de participações na Libertadores, passaram os últimos dias batendo boca sobre uma suposta superioridade do time tricolor -as farpas envolveram jogadores bastante experientes, como o lateral-esquerdo Júnior e o atacante Edmundo.
“Espero que o São Paulo se imponha e que continue jogando assim em casa. A torcida empurra, o adversário sente dificuldade de se fechar. Temos que continuar fazendo valer o nosso mando de campo”, falou Muricy Ramalho.
Sem o trunfo do fator campo, os palmeirenses se apegam a outras coisas. “Como sou um homem de fé, pela fé nós vamos classificar”, diz o zagueiro Thiago Gomes.
Além do desempenho no Morumbi, os rivais se diferenciam pelo desempenho nas competições locais. O São Paulo fez um bom Paulista (foi vice-campeão) e briga pela liderança no Nacional. Já o Palmeiras ficou longe da briga pelo título.