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Garotinho promete guerra contra a Globo

Por Italo Nogueira | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - O ex-governador do Rio Anthony Garotinho disse ontem que iniciará uma guerra contra as Organizações Globo. Ele garante ter provas de irregularidades cometidas pelas empresas, mas não apresentou nenhuma.

O pré-candidato do PMDB à Presidência prometeu entrar hoje com ações na Justiça para obter direitos de resposta. Segundo ele, só quando conseguir interromperá a greve de fome que iniciou às 17h15 de domingo, na sede do PMDB, no Rio. Mais cedo, Garotinho recebeu oito jornalistas estrangeiros na sala onde faz o protesto.

Segundo relatos dos repórteres, ele mostrou uma pasta que conteria documentos capazes de comprovar sua inocência em relação às suspeitas que pairam sobre as doações à sua pré-campanha à Presidência. No entanto, ele se recusou a entregar os papéis, alegando que os repassaria depois. “Ele parece estar bem de saúde. E parece também que tem um plano”, afirmou Shawn Blore, do jornal “The Globe and Mail”, do Canadá.

Garotinho teria dito que vai “até o fim” e estaria disposto a morrer para “salvar sua honra”, caso as condições que ele impõe para o fim da greve de fome não sejam atendidas: instituição de uma “supervisão internacional no processo político-eleitoral brasileiro” e direito de resposta em publicações brasileiras."Quem vai me julgar é Deus", teria dito.

Durante a entrevista, o ex-governador afirmou que tem um prazo de 30 dias para cumprir a promessa de devolver os R$ 650 mil doados, o que ainda não conseguiu fazer.

O senador Sérgio Cabral Filho, pré-candidato ao governo do Rio pelo PMDB, foi o primeiro a visitá-lo. Cabral tentou convencê-lo a acabar com a greve de fome, mas disse que não julgaria a decisão do pré-candidato. “Isso [a greve] não inviabiliza a pré-campanha dele”, opinou. O último boletim médico, divulgado às 11h30 de ontem, indicava que Garotinho havia perdido 1,3 kg, “com um ligeiro aumento” da pressão arterial (14 x 9) e da freqüência cardíaca (85 bpm).

Em frente ao prédio, houve pancadaria. Policiais civis e agentes penitenciários que protestavam contra a governadora Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, brigaram com correligionários do casal. O trânsito ficou parado durante a briga.

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