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Libertadores: São Paulo vence e elimina Palmeiras

Por Da Redação | Com Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - Uma arrancada heróica. Eram 38 minutos do segundo tempo quando o canhoto Júnior, pela direita, esperneou com Souza, que demorou em acionar o contra-ataque.

Mas após um “passe” do árbitro Wilson de Souza Mendonça, que “interceptou” uma bola tocada por Gamarra a Marcinho Guerreiro, um galope do lateral de 32 anos, escapando de uma obstrução digna de futebol americano de Corrêa, deu ao São Paulo a vaga nas quartas da Libertadores no Morumbi, sobre o Palmeiras.

Derrubado na área por Cristian, ele obteve o pênalti que Rogério converteu, ainda que o árbitro Wilson de Souza Mendonça achasse no lance espaço para mais um de seus erros.

O árbitro, que foi suspenso por três rodadas do Brasileiro pela CBF por arbitragens confusas e por proibir Romeu, do Flumiense, de usar máscara protetora no jogo contra o Vasco, quis aparecer e teve uma atuação medonha, lamentável, no clássico de ontem da competição da Conmebol. Mandou voltar a cobrança de Rogério, que teve a paradinha - expediente não mais proibido pela Fifa.

Rogério bateu de novo o pênalti, sem paradinha, mas de novo com a habitual categoria e gol. Foi seu quinto gol sobre o Palmeiras - sua maior vítima nos 61 gols de sua carreira - e a quarta vez que os tricolores eliminam os alviverdes na Libertadores. Agora são oito jogos entre os dois times pelo torneio, com seis vitórias são-paulinas e dois empates. O São Paulo espera hoje a definição entre Goiás e Estudiantes, no Serra Dourada. Os argentinos venceram a primeira por 2 a 0.

O 2 a 1 era suficiente e um alívio, para uma equipe que tivera Leandro expulso por falta no palmeirense Edmundo. O veterano, porém, tinha Marcinho Guerreiro ao seu lado, mas preferiu não passar a bola ao companheiro.

A expulsão foi um dos raros acertos de um Mendonça que cansou de errar. Não deu um pênalti do são-paulino Fabão em Washington no primeiro tempo. Nem o toque de mão de Wendel dentro da área, do Palmeiras, no segundo.

Depois de desviar a bola que propiciou o arranque de Júnior, inventou absurdos, como a volta da cobrança de pênalti e um lance indireto contra o São Paulo dentro da área - viu um recuo absurdo de Fabão para Rogério. Por pouco não muda o resultado do clássico.

Terminou a partida sob protestos do time do Parque Antártica, que o cercou acintosamente. Na tensão, Marcinho Guerreiro, do Palmeiras, que já deveria ter sido expulso durante o jogo, levou um cartão vermelho após o apito final.

Ora, desde o início, o time de Muricy Ramalho se assenhorou do Morumbi. No primeiro tempo, o banho de bola culminou nos 12 chutes a gol do São Paulo, contra apenas dois do Palmeiras. Uma bola no travessão de Danilo, em passe de Aloísio, era o cartão tricolor de boas-vindas.

Longe de ser um jogo bonito, o Morumbi viu uma partida disputada duelo por duelo. Aloísio enfrentava Thiago Gomes na área palmeirense. Wendel novamente era o cão de caça de Danilo, perseguindo o meia aonde quer que ele fosse. Lugano cuidava de Washington, enquanto Edmundo era acossado por André Dias.

O primeiro gol saiu justamente de uma dessas disputas. Souza cruzou para a área, e Aloísio, livre, cabeceou. Depois da defesa parcial de Sérgio, Thiago Gomes tentou despachar a bola, que foi rebatida por Aloísio: 1 a 0

Nessa disputa homem a homem, o meia Marcinho sentiu a coxa e deixou o gramado. Cristian o substituiu, ainda no primeiro tempo. O Palmeiras parecia entregue e, no segundo tempo, o cansaço físico se revelou. Mesmo assim, o Palmeiras tirou forças para empatar a partida, numa jogada de Corrêa, aos 13 minutos do segundo tempo. Ele cobrou falta cavada por Edmundo, que Washington cabeceou, livre da marcação de Fabão.

A arrancada de Júnior sepultou o sonho palmeirense de sair da crise, que deve abreviar a experiência do técnico interino Marcelo Vilar no time.

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