Tribuna do Leitor

O menino Garotinho


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É por essas e outras que o jovem, e não só o jovem, recusa-se a discutir política no Brasil.

“Com a proximidade das eleições de 2006, as tentativas de despertar brasileiros de 16 e 17 anos para o voto, que é facultativo para esta faixa etária, encontram jovens que nutrem um profundo descrédito em relação aos políticos, mas que querem mudanças no País.”

Este parágrafo faz parte da matéria escrita, e muito bem escrita, pela jornalista Érika Pelegrino, neste periódico. O questionamento também deveria perguntar para os jovens quantos deles querem sair do país, sair para nunca mais voltar, para América, Europa e Ásia.

E fica cada vez mais difícil ter argumentos e falar que o Brasil é o país do futuro, estou com 43 anos e escuto que o Brasil é o país do futuro desde que tenho 3 anos de idade. Mas não posso negar que algumas coisas evoluíram e uma delas é a forma de fazer política no Brasil. Depois do valerioduto, dinheiro na cueca, e da República de Ribeirão Preto, só faltava uma greve de fome, e logo de quem, do sr. Garotinho. Enquanto ele faz greve, não tem que dar entrevistas, usa porta-voz, a mulher faz olhar blasé de viúva de marido vivo. Só não sei se alguém acredita, mas deve ter gente que acredita, pois se não tiver quem acredite é um suicídio político. Eu desconheço outro fato deste no mundo, mas quem manda por um Garotinho para fazer serviço de homem ou vira chilique ou greve de fome.

Este país tem que ser passado a limpo e levado mais a sério, antes de tudo temos que ter mais informações antes de tomar partido e saber quem são os políticos que querem virar presidente da República, já que Gandhi e Madre Teresa de Calcutá não são candidatos e nem brasileiros, e fica cada vez mais difícil formador de opinião com qualidade e não engajado. Ficamos dependendo do quarto poder.

A revista Veja e a Rede Globo, e pode acreditar que deve ter gente inocente que vai falar que a Globo não gosta do Garotinho e é uma perseguição, mas antes de falar procure saber quanto o ex-governador Garotinho e a atual governadora Rosinha investiram em propaganda no Estado do Rio de Janeiro nos veículos da rede Globo, jornais, revistas, rádio e outros produtos, como eventos, em parceria com o governo do Estado. Pelos números, a Rede Globo não deve ter muito o que reclamar do Garotinho e da governadora. Ah, e a revista Veja é ligada ao PSDB e o Serra e o Geraldo estão por traz disso junto com o pessoal do PSB, ex- partido do Garotinho, e o PMDB ligado ao Palácio do Planalto. Será que é verdade? Ou mais uma lenda urbana? A única verdade que sei é que em lugar de se provar que todos os documentos de licitações de Ongs citadas pela Rede Globo e a Revista Veja não são uma fraude, e que os veículos de comunicação estão organizando um grande complô contra ele, Garotinho correu para casa e fez greve de fome, provando para mim só uma coisa: lugar de Garotinho, principalmente os mimados, é mesmo em casa, na caminha, que é um lugar bem quentinho.

Luiz Augusto Alves - RG 12.952.329-X

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