Bairros

Manutenção das áreas verdes está nas mãos dos moradores

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Considerada um dos cartões-postais de Bauru, a avenida Getúlio Vargas, point da moçada, sofre com a falta de manutenção. Assim como ela, outras avenidas, praças e canteiros centrais da cidade estão com mato alto, plantas secas, lixo por recolher, calçada destruída e iluminação precária. A situação só não está pior porque, mesmo informalmente, moradores e comerciantes cuidam de praças e canteiros centrais e limpam o entorno de seus imóveis.

Eles acabam varrendo a calçada e recolhendo o lixo para suprir a lacuna da administração municipal. Na avenida Getúlio Vargas, os canteiros estão sem os cuidados essenciais de manutenção. As plantas secas imploram por água. As lixeiras estão retorcidas e há lixo de todo tipo espalhado pela via. O mato invade a calçada destinada a exercícios físicos da população.

Há trechos até de perigo para caminhadas: cacos de vidros se misturam a embalagens, copos plásticos, sacolinhas de supermercado, plásticos e inclusive lixo domiciliar que é depositado irregularmente no local. O que no final de semana, após a passagem da moçada, já não era aceitável, agora é rotineiro, como constatou a reportagem ontem.

Na Getúlio, a calçada do lado ocupado pelo comércio está em melhor situação porque os comerciantes cuidam da via como forma de melhorar o entorno de seus estabelecimentos. Porém, do lado que margeia o Aeroporto, a via está abandonada. O mato avança sobre a calçada tão usada para caminhada. Quem vê a avenida pela primeira vez não imagina que a Getúlio Vargas já foi o cartão-postal da cidade.

A comerciante Fátima Aparecida Montovani cansou de esperar pela administração pública para melhorar o canteiro central da Getúlio Vargas. Com apoio de outros comerciantes, ela passou a cuidar do espaço na altura da quadra 8. Hoje, o canteiro central está de cara nova.

Para ela, cuidar da avenida é uma questão estratégica. “Eu vivo do meu comércio e tenho que tornar o espaço agradável. Investi mais de R$ 500,00 para comprar as mudas. O meu funcionário é que molha e cuida”, relata.

Além do canteiro central, ela mantém a varrição está em frente a seu estabelecimento. “Todos os dias, um funcionário varre e recolhe todo o lixo”, completa. Assim como ela, outras pessoas e empresas já adotaram espaços públicos para melhorar o aspecto da cidade.

Na avenida Nossa Senhora de Fátima, outra via da zona sul, a situação não é muito diferente. Calçadas esburacadas, lixo nas sarjetas e mato crescendo junto à calçada é o cenário.

Na Comendador José da Silva Martha, há calçadas sem manutenção, restos de árvores jogadas no canteiro central, grama seca, árvores sem poda. A Praça Universitária, na avenida Otávio Pinheiro Brizolla, é uma das muitas que necessita de manutenção. Há lixo espalhado falta capinação.

Na mesma via é possível ver restos de galhos e muita folha seca que está por recolher. A avenida Duque de Caxias, graças aos comerciantes e moradores, não está em situação pior. Mas mesmo assim há mato crescendo na sarjeta e lixo espalhado. A situação é a mesma na avenida Rodrigues Alves. No cruzamento da avenida com a rua Joaquim F. Egéa, no Higienópolis, há tanto lixo acumulado que o pedestre nem pode passar pela calçada.

Comentários

Comentários