Genebra - Práticas de tortura são “generalizadas” nos prisões dos Estados Unidos em países como Afeganistão, Iraque e Cuba, apontou relatório da Anistia Internacional. “Apesar de o governo dos EUA reafirmar sua condenação da tortura, essas declarações contradizem o que acontece na prática”, disse Curt Goering, vice-diretor-geral da organização.
Segundo Goering, Washington não apenas está deixando de combater a tortura, mas está “criando um clima no qual a tortura e outros maus-tratos podem florescer”. O organismo listou uma série de incidentes de torturas de detentos sob custódia dos EUA nos últimos anos, destacando que a pena mais alta dada aos responsáveis pela ocorrência de uma morte relacionada à tortura foi a de cinco meses de prisão.
Entre os dias 5 e 9 de maio, a comissão da ONU deve examinar o cumprimento ou não pelos EUA das obrigações internacionais de impedir e punir a tortura. Para se defender, o Departamento de Estado deve enviar uma delegação de 30 pessoas a Genebra, afirmou a Anistia.