Secretário Municipal de Cultura na gestão de Marta Suplicy (2001-2004), Frateschi critica a forma como a cultura é vista no Brasil tanto pela classe artística como pelo poder público. “Antes de recurso ou vontade, faltam projetos consistentes. A gente vive sob a economia das leis de incentivo e isso é muito ruim. Temos que pensar a cultura de forma estratégica e a longo prazo. Arar a terra, semear e plantar para que isso possa crescer”.
Fora da política há dois anos, sem pretensão de retorno, Frateschi lamenta os rumos que seus projetos tomaram, como os Centros Educacionais Unificados (CEUs). “Com o CEU, criamos uma escola nova, onde as secretarias de educação, cultura e esporte trabalhavam juntas para envolver alunos, pais e vizinhos no processo pedagógico. Mas hoje o CEU é como um clube que funciona apenas para o lazer. A gestão atual não vê a cultura como um processo pedagógico”, critica.