Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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O MESMO FILME

Igualzinho a um filme que se repete de tempo em tempo, a história foi repetida quarta-feira, no Morumbi: o São Paulo venceu o Palmeiras e novamente eliminou o rival nas oitavas-de-final da Taça Libertadores. O Alviverde entrou neste duelo desacreditado até mesmo por seus torcedores. Na imprensa sua eliminação já era dada quase como certa. Mas a garra demonstrada na primeira partida e em boa parte no jogo de volta, fez todos acreditarem no improvável. Tudo, no entanto, foi água abaixo após o gol de Rogério Ceni, que deu a classificação ao Tricolor. Em 2005 a história foi quase a mesma. No jogo de ida, o São Paulo venceu o Palmeiras por 1 a 0, gol do lateral-direito Cicinho. Na volta, Rogério Ceni marcou um dos gols da vitória de 2 a 0. Curiosamente, o Tricolor venceu com um jogador a menos, com Josué sendo expulso no ano passado e Leandro ‘Gianechini” anteontem. Quanto ao pênalti que deu a vitória ao São Paulo, fico devendo minha opinião. Não é que estou em cima do muro. O lance é que estou numa dúvida que não tem tamanho. Alguns cronistas e especialistas em arbitragem afirmam que houve, outros que não houve ...

PAULISTAS DANÇAM

Rei dos pontos corridos, Vanderlei Luxembugo dançou no mata-mata. E o Ipatinga se firmou como surpresa, e porque não dizer, como grande favorito ao título da Copa do Brasil, ao eliminar o todo-poderoso Santos, que agora vai se concentrar totalmente no Campeonato Brasileiro. O Peixe entrou em campo com gás total, mas encontrou mais uma vez um Ipatinga bem armado, sem dar espaço ao adversário. Classificação justa do time mineiro. A saída do Santos, último paulista na Copa do Brasil, tirou a chance do Estado manter sua hegemonia na competição. Em 2005, o campeão foi o Paulista de Jundiaí, que superou o Fluminense na final. Em 2004, o título ficou com o Santo André, outra surpresa, ao derrotar o Flamengo. Esse ano, os representantes paulistas foram Santos, São Caetano, Guarani, Santo André e Noroeste. Enquanto os paulistas dançaram, os cariocas estão por cima da carne seca na Copa do Brasil.

PESQUISA

Segundo pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os gastos dos governos estaduais com esporte diminuíram 19,6% entre 2002 e 2003, caindo de 0,13% das despesas totais dos Estados para apenas 0,09%. O IBGE revelou que o “baixo investimento” estadual em esportes se reflete, por exemplo, no reduzido número de equipamentos esportivos de propriedade e/ou sob a gestão dos Estados em 2003: 228 ao todo, sendo que 12 deles estavam paralisados. Por outro lado, segundo a pesquisa, 58,1% das escolas estaduais tinham ao menos uma instalação esportiva naquele ano, percentual bem acima do encontrado entre escolas municipais (12%). O acesso às informações por cada Estado poderá ser realizado no portal do IBGE na Internet (www.ibge.gov.br).

NOROESTINOS

O leitor Welcy quer saber como foi Sérgio Moraes como atleta do Noroeste e sua importância para o time na época. Seguinte: o inesquecível supervisor Bolão trouxe Sérgio Moraes da Ponte Preta para defender o Norusca em 1974 e 75. Ótimo jogador, muito disciplinado, mas não se firmou como titular absoluto, porque na época, a equipe tinha Lorico, Zé Mário e Marco Aurélio para o meio-campo. Este, é técnico de prestígio - Ponte, Cruzeiro, Palmeiras, Japão ... Outro noroestino, o jovem engenheiro mecânico Rafael Dal Col, fez aniversário ontem. Apesar de um dia de atraso, parabéns, saúde e felicidade. Rafael é filho de Osvaldo Dal Col - competente funcionário do Noroeste - e faz estágio na Romi, em Santa Bárbara D’Oeste.

DEVAGARINHO

Jenson Button está surpreso com a demora na adaptação de Rubens Barrichello na sua equipe, a Honda. Após seis anos na Ferrari, Rubinho passou a competir pela escuderia japonesa, mas como diz o samba do Martinho da Vila, continua ‘devagar devagarinho’. Nas quatro provas do atual Mundial de Fórmula 1 até aqui, o máximo que o brasileiro conseguiu foi um sétimo lugar no GP da Austrália, que lhe deu dois pontos.

MEMÓRIA

Campeonato Paulista de 1980: Noroeste 0 x 0 Corinthians em Bauru. Árbitro: Emídio Marques Mesquita. Público pagante: 9.715. Noroeste: João Marcos; Galli, Tobias, Dedê (Macalé) e Gilberto Sorriso; Nenê, Ednaldo (Valdir) e Maneca; Demir, Lela e Wallace. Técnico: Nestor Alves. Corinthians: Jairo; Luís Cláudio, Mauro, Djalma e Vladimir; Caçapava, Biro-Biro e Basílio (Eli); Piter (Carlinhos), Geraldão e Wilsinho. Técnico: Orlando Fantoni.

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