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Mais uma escola adota Gorro Amarelo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Um boné amarelo. Este é o recurso usado por um programa da Polícia Militar para facilitar a visualização das crianças, por parte dos motoristas, quando elas atravessam a rua na entrada e saída da escola. Ao mesmo tempo, o boné indica que elas adquiriram conhecimentos de trânsito nas aulas ministradas pelos policiais. Com a formatura de mais 117 alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Rosângela Vieira M. de Carvalho, ontem, agora são cerca de 1.400 crianças participantes do projeto.

O projeto Gorro Amarelo é inspirado em um modelo japonês e visa educar a criança para minimizar a violência no trânsito. O capitão Válter Luis Sales Gonçalves, comandante da 4.ª Cia da PM, explica que no Japão o projeto funciona há mais de duas décadas. “O foco são crianças na faixa etária de 5 a 7 anos”, diz.

Ele orienta os motoristas a ficar atento à travessia de pedestres e dar preferência às crianças. “O cidadão tem que acostumar a visualizar a criança e respeitá-la. No Japão, os condutores param para o pedestre atravessar”, compara.

A criança propaga em sua família os conhecimentos de legislação de trânsito e outras idéias educacionais que aprende na escola, afirma a diretora da Emei, Joana Lúcia Rial Dias. Ela acredita que a educação para o trânsito é de suma importância para a criança. “A participação na educação é a única saída para enfrentar essa violência no trânsito”, opina.

Ela acha que as crianças de hoje vão ajudar a reduzir os índices de acidentes de trânsito no futuro. “A criança vivencia e conhece as regras. Pode influenciar no posicionamento da família no trânsito. Através do projeto Gorro Amarelo, ela poderá mudar de atitude na travessia da rua, optando pela faixa de pedestre, o uso do cinto de segurança”, comenta.

Na cidade de Bauru, já foram registradas 12 mortes no trânsito neste ano. Integra a estatística uma criança de 5 anos, que morreu atropelada na Bela Vista quando andava de bicicleta, comenta o subtenente Antonio Carlos Rodrigues.

De acordo com ele, para que acidentes como este não se repitam, é que a PM trabalha com a educação no trânsito. Rodrigues explica que o gerador de mortes no trânsito bauruense é a imprudência dos condutores. “Eles não respeitam as leis de trânsito e concorrem para os acidentes”, frisa.

Para ele, o projeto tem duas vertentes importantes: “Educar a criança e despertar o motorista. Os bonés amarelos facilitam a visibilidade da criança na travessia”, completa.

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Aprendizado

O pequeno Lucas Eduardo Lima Pereira, 5 anos, participou do projeto Gorro Amarelo e aprendeu a conhecer sinais de trânsito. A partir de então, tenta acionar a polícia toda vez que observa um motorista infringindo a lei, comenta a mãe, Sandra Rodrigues.

De acordo com ela, o menino pede para ela acionar a PM quando vê um veículo estacionado em local proibido. “Ele vê e quer que eu chame a polícia porque o motorista está errado. Ele criou até uma situação engraçada”, conta.

A mãe lembra que, ao aprender os sinais de trânsito, o pequeno Lucas acabou reciclando os conhecimentos dela e do marido. “Ele lê as placas e acaba fazendo a gente relembrar”, conta.

Outra criança que também participou do projeto, Lucas Grahl, 6 anos, é enfático em dizer que ao entrar no carro coloca logo o cinto de segurança. O cuidado é extensivo à irmãzinha dele. “Eu coloco o cinto nela também”, disse.

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