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Alckmin quer PPS, PDT e PV em chapa com PFL

Por Epaminondas Neto | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que seu partido está em conversações com as legendas de esquerda PDT e PPS para uma possível aliança. “Com quem nós podemos fazer aliança? Com quem está na oposição”, disse ele e acrescentou que as conversas também se estendem ao nanico PV.

Oficialmente, PDT, PDT e PV discutem a unificação das candidaturas em um bloco de esquerda para disputar as eleições de outubro.

Em paralelo, os dirigentes dessas legendas debatem com o PFL embarcar na campanha de Alckmin. Quanto ao PMDB, um partido “cortejado” hoje tanto pelo PSDB quanto pelo PT, o candidato tucano disse que a legenda vai esperar a convenção do dia 13 de maio para propor uma aliança com os peemedebistas. Será nesse encontro que a cúpula do PMDB vai decidir se lança ou não candidato nas eleições de outubro. Alckmin negou problemas com o PFL nos Estados, principalmente na Bahia.

Nesse Estado, o presidente do diretório estadual do PSDB, Jutahy Magalhães, chegou a dizer que não havia possibilidade dos tucanos se coligarem com o PFL baiano e que o partido já havia fechado um acordo com o PDT local.

Anteontem, Alckmin declarou seu apoio ao candidato do senador Antônio Carlos Magalhães, líder do PFL local, o governador Paulo Souto. “Não tem nenhum problema. Pelo contrário, eu vejo que é um Estado que é até mais fácil mais de fazer alianças. Nós não temos candidato e eles têm um muito forte, que é o governador Paulo Souto”, disse o pré-candidato tucano.

Pesquisa

Alckmin, procurou minimizar a última pesquisa do Ibope sobre as intenções de voto em São Paulo. O Estado é um dos poucos lugares em que Alckmin desfrutava de ampla margem sobre o petista Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, de acordo com os últimos números, essa vantagem caiu nove pontos percentuais. Para Alckmin, “não houve mudança”. “Em pesquisa nós não podemos olhar o pontual, mas sim a série”, afirmou.

Na interpretação do candidato, ele e Lula mantiveram seus patamares. Em fevereiro, rememora, ambos tinham 32% de intenção de voto em São Paulo. Na pesquisa do início de abril, ele tinha 46% contra 28% de Lula. Na última pesquisa, feita entre os dias 28 e 30 de abril, ele tinha 42% enquanto o presidente da República, 33%.

Segundo Alckmin, na segunda pesquisa ele foi beneficiado pela exposição pública quando toda a imprensa cobriu a escolha do PSDB sobre o candidato à Presidência da República. Na terceira sondagem, afirma, já havia perdido visibilidade enquanto Lula retomou o “patamar original”.

Na TV

O candidato tucano diz que o PT e o presidente Lula contaram com muitas inserções na TV entre os meses de abril e maio, ao contrário do PSDB, que somente retorna à televisão a partir de junho. Também afirma que sua taxa de rejeição é muito baixa assim como seu nível de conhecimento no país. A mesma aposta é feita pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). “O Geraldo Alckmin é um candidato ainda pouco conhecido em diversas regiões do País, uma média de conhecimento dele em torno de 60% no País, enquanto o presidente da República (Luiz Inácio Lula da Silva) tem praticamente 100% de conhecimento”, disse ele.

Segundo Aécio, o PSDB aposta que o grau de conhecimento de Alckmin aumente “mais 10% ou 15%” com as novas inserções do PSDB e do PFL e com as viagens do candidato nos próximos 60 dias.

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