Internacional

EUA defendem tratamento a prisioneiros

Folhapress
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Washington - Os Estados Unidos defenderam ontem a forma com que têm tratado os estrangeiros suspeitos de terrorismo que estão presos em instalações fora do território americano. John Bellinger, do Departamento de Estado dos EUA, disse a uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) que Washington está “absolutamente comprometido a cumprir suas obrigações de erradicar a tortura”.

Grupos de defesa dos direitos humanos acusam o governo de cometer maus-tratos contra detentos usando métodos cruéis de interrogatórios. Bellinger, chefe da delegação dos EUA na Comissão Contra Tortura da ONU, disse que as alegações de abusos foram exageradas. “Esta comissão não deve perder de vista o fato de que esses incidentes não são sistêmicos”, disse ele em um painel composto por dez pessoas durante a abertura de uma sessão que avalia o governo americano em relação à Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos Cruéis.

“Relativamente, poucos casos de abuso e mau comportamento aconteceram no contexto de conflito armado entre dos EUA com a Al-Qaeda”, disse Bellinger. Os EUA mantêm milhares de suspeitos de envolvimento com o terrorismo, a maioria deles presos desde os ataques perpetrados em 11 de setembro de 2001. Os suspeitos estão em instalações no Afeganistão, Iraque e em Guantanámo, em Cuba.

O secretário-assistente da secretária de Estado dos EUA, Barry Lowenkron, disse também à comissão que os “notórios’’ abusos ocorridos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, são “imperdoáveis e indefensáveis”. “Nós sabemos que a imagem de Abu Ghraib e as questões sobre Guantánamo afetaram a reputação dos EUA”, afirmou Bellinger, durante uma coletiva de imprensa concedida depois do término da sessão nas Nações Unidos.

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