Bairros

Mudança de hábitos

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 1 min

Ao mesmo tempo em que a violência foi sufocando o romantismo das décadas passadas, as evoluções tecnológicas também mudaram hábitos e modismos.

Cartões postais obrigatórios para os noivos nas décadas de 80 e 90, o parque Vitória Régia, a Praça das Cerejeiras e o Horto Florestal raramente presenciam a felicidade nupcial nos dias de hoje.

“Fiz fotos de noivos até na estação ferroviária e na linha do trem. Hoje quase não há casais que solicitam fotografias nestes locais. As pessoas preferem fotografar dentro do buffet ou salão onde acontece a festa”, afirma um fotógrafo de casamentos que preferiu não ter seu nome divulgado.

De acordo com ele, nas décadas de 60 e 70, eram muito comuns montagens com o rosto dos noivos dentro de casinhas de joão-de-barro, rosas ou maçãs. “Estes objetos formavam uma espécie de moldura. Hoje é até estranho e engraçado ver este tipo de foto, mas fez parte de uma época”, diz.

Com o advento e a popularização das câmeras fotográficas digitais, os fotógrafos precisaram aprender a lidar com “outros flashes”. “Não há porque impedir um convidado de tirar fotos. O fotógrafo de casamentos tem que compreender que os personagens principais são os noivos”, salienta.

A decoração também foi outro fator que mudou com o passar dos anos. Segundo a consultora de decoração Márcia Michelan, atualmente muitos casais aproveitam a decoração da igreja para adornar o salão onde ocorre a festa. “Hoje a maioria das pessoas prepara a decoração com o dinheiro contado. Então é preciso optar por flores da época, que são mais baratas. Mesclar flores nobres, como a rosa e o lírio com flores do campo, como as margaridas e o crisântemo bola”, explica.

Comentários

Comentários