Saúde

Programa leva educação sexual a estudantes

Agência Saúde
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Falar ao jovem sobre a importância de usar o preservativo para evitar a gravidez não planejada e a infecção por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e pelo HIV. Pensando em questões como essa, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação desenvolvem o programa “Saúde e Prevenção nas Escolas” (SPE).

O programa estimula as escolas a adotarem a educação sexual em seus currículos e discute com pais, professores e diretores a melhor forma de distribuir preservativos aos jovens. O SPE também é desenvolvido em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Segundo o Censo Escolar 2005, realizado pelos ministérios da Saúde e da Educação, a maior parte das escolas brasileiras deixou os tabus de lado e incluiu a educação sexual em seus currículos. Na ocasião, essas instituições de ensino afirmaram trabalhar algum tema relacionado à promoção da saúde e educação preventiva.

Segundo a Pesquisa do Comportamento Sexual do Brasileiro, feita pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e divulgada no ano passado, a escola é o segundo lugar mais apontado pelos jovens para obter informações sobre aids. Em primeiro vem a família e em terceiro, a televisão.

Conforme o estudo do governo federal, a maioria das escolas tem o professor como responsável pelas atividades relacionadas à área de DST/Aids. Os professores capacitados para conscientizar os jovens correspondem a 43% do total pesquisado e os não capacitados são 35% do todo. Profissionais de saúde de nível superior também participam das atividades em 36% das escolas, assim como os profissionais de saúde de nível médio (18%), membros de organizações da sociedade civil (8%) e outros profissionais (19%).

“Tratar sobre sexualidade e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis e aids dentro do ambiente escolar tem contribuído para derrubar tabus e despertar a consciência dos jovens, promovendo uma transformação social onde há cada vez menos espaço para a discriminação”, afirma a médica pediatra e diretora do Programa Nacional de Aids, Mariângela Simão.

O “Saúde e Prevenção nas Escolas” preocupa-se em estimular ainda mais o ensino da educação sexual nas escolas. Para auxiliar na divulgação do programa, foi elaborado o Guia de Formação para Profissionais de Saúde, que auxilia na capacitação dos profissionais de educação e saúde que trabalham junto à população. Existe também o Guia de Formação para Jovens, com conteúdo mais apropriado para essa faixa etária.

Além dos guias, são montadas oficinas macrorregionais com representantes das secretarias de Saúde, universidades e demais interessados no projeto. “Nas oficinas surgem discussões de questões como sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, cidadania e planos de ação”, assinala Maria Adrião, técnica da área de prevenção do Programa Nacional de Aids.

O programa do governo também atua na distribuição de preservativos entre as escolas que desenvolvem o trabalho de educação sexual e que participam do “Saúde e Prevenção nas Escolas”. A distribuição no ambiente escolar acontece mediante a discussão com pais, professores e direção da escola.

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