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Promore aponta que R$ 15 mil não são suficientes para o projeto

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

O engenheiro José Cabral, conselheiro do Programa de Moradia Econômica (Promore) afirma que seriam necessários no mínimo R$ 18 mil para a construção da casa proposta pela CDHU. “O valor proposto seria suficiente se a pessoa não tivesse que pagar pela mão-de-obra”, aponta. Pelos cálculos de Cabral, o pedreiro receberia R$ 100,00 pelo metro quadrado construído, bem abaixo do que os profissionais cobram hoje em dia.

“Se fossem R$ 18 mil seria suficiente, mas esse preço já é 20% a mais do que o financiado pela CDHU e isso fica inviável para a população que o programa abrange”, observa. A saída, aponta Cabral, seria que a prefeitura subsidiasse esse valor. “Sem o subsídio não se consegue construir a casa. Aí, o programa não atinge seu objetivo”, aponta.

Para Cabral, a melhor alternativa para quem tem o terreno mas não tem verba para a construção, são as linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal. “As melhores modalidades da CDHU são as que oferecem a casa pronta, com tudo regularizado. Senão, acredito que conseguir financiamento da CEF é mais fácil que da CDHU”, pondera o conselheiro.

Na avaliação de Cabral, para resolver o problema de habitação em Bauru, o poder público deve agir em várias áreas. “Principalmente na questão do subsídios. A renda da população é muito baixa, se não oferecer condições, fica muito difícil para o bauruense conseguir a sua casa própria”, observa.

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