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Schumacher vence e Massa fica em 3o

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Nurburgring - O degrau ao lado de Michael Schumacher como palanque. Sobre ele, sorridente, um candidato: o oitavo brasileiro a se banhar de champanhe na F-1. Felipe Massa não perdeu tempo. Terceiro no GP da Europa, ontem, na Alemanha, usou o primeiro pódio na categoria para se impor na luta por uma vaga na Ferrari em 2007.

“Deixa eles falarem dos outros. Resultado é o que mais importa, e hoje (ontem) eu consegui um excelente. Acredito que as próximas corridas serão muito importantes para o meu futuro e tenho certeza de que a chance de ficar na Ferrari existe”, disse o piloto.

Terceiro no grid da quinta etapa do Mundial, ele conseguiu uma boa largada, manteve sua posição, não se deixou abalar pela pressão de Kimi Raikkonen nas voltas finais e cruzou a linha de chegada atrás apenas de dois campeões mundiais. A vitória foi de seu companheiro de equipe, seguido por Fernando Alonso.

Aos 25 anos, paulistano criado em Botucatu (Interior de SP), na sua quarta temporada na F-1 e na primeira pela Ferrari, Massa junta-se à elite dos pilotos brasileiros. Dos 27 que tentaram a sorte na categoria máxima do automobilismo, apenas sete haviam alcançado o pódio: Émerson Fittipaldi (35 vezes), José Carlos Pace (6), Nelson Piquet (60), Ayrton Senna (80), Maurício Gugelmin e Roberto Pupo Moreno (uma vez cada um) e Rubens Barrichello (61).

Havia 11 meses a bandeira brasileira não era hasteada no Mundial. O último pódio do País era o de Barrichello, segundo colocado em Indianápolis, EUA, em junho do ano passado. Mas o foco de Massa ontem não era com efemérides, com feitos históricos, com o passado. Era com o futuro.

Contratado pela Ferrari por apenas esta temporada, o brasileiro buscava ardentemente um bom resultado para começar a mostrar à escuderia que tem condições de continuar. Nos últimos meses, pilotos como Raikkonen e Valentino Rossi foram cogitados para a sua vaga. Jornais europeus já chegaram a anunciar como certa a contratação do finlandês, o que deixaria Massa desempregado caso Schumacher resolvesse seguir na F-1.

Daí o “deixa eles falarem” em seu desabafo após a corrida. Após um início de campeonato irregular, pontuando em duas das quatro etapas, o brasileiro tomou na última semana a primeira grande atitude para mudar esse cenário: pediu a saída do engenheiro responsável pelo seu carro, Gabriele Delli Colli, ex-braço direito de Barrichello na equipe. Pedido atendido, com a ajuda de Jean Todt, diretor ferrarista e empresário de Massa. E ao lado do novo engenheiro, Rob Smedley, Massa começou o final de semana em Nurburgring confiante.

Confiança que mostrou anteontem, na largada, quando quase ultrapassou Schumacher, segundo no grid. O alemão, porém, venceu a disputa e partiu à caça de Alonso. Com um ritmo forte, Massa o seguiu. Na décima volta do GP, só 2s813 separavam os três pilotos. O brasileiro, porém, perdeu contato com a dupla após seu primeiro pit stop, mais lento que os dos adversários. Fez, então, uma corrida solo. E, pela placa no pit wall, soube que, na segunda rodada de pits, seu companheiro havia ultrapassado o espanhol.

Seu isolamento na pista terminou quando ainda faltavam 15 voltas para a bandeirada. À frente, começou a enxergar a Renault de Alonso. E, pelo retrovisor, viu a aproximação de Raikkonen. Não havia tempo, porém, para que ninguém atacasse ninguém. O próximo passo no seu plano de candidato? “A vitória.” Que pode estar estampada no jornal em uma semana - o próximo GP será no domingo, na Espanha.

“Espero que venha logo”, disse, de novo mais preocupado com o futuro do que em alcançar feitos históricos: até julho, a Ferrari deve anunciar sua dupla para 2007.

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