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Substâncias presentes em embalagens possuem potencial altamente tóxico


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Estudos e análises sobre materiais de embalagem são relativamente novos para a maioria dos laboratórios de controle de qualidade e, portanto, há resultados escassos acerca da contaminação de alimentos por compostos presentes nas embalagens de armazenamento, especialmente para substâncias que migram da embalagem para o alimento numa baixa quantidade e que, após longos períodos de ingestão, podem manifestar-se toxicamente.

A migração destes compostos presentes em embalagens plásticas depende das características dos alimentos em contato, como acidez, porcentagem de gordura e teor alcoólico, além da temperatura, tempo de contato, espessura da embalagem plástica, vácuo parcial, entre outras. Estes compostos são utilizados na fabricação de polietileno tereftalato (PET) e possuem potencial genotóxico, além de ser moderadamente irritante para os tecidos epiteliais podendo estar relacionado com a formação de cálculos renais. A fim de advertir a sociedade sobre os efeitos dos ftalatos, análises e medidas sobre a exposição de pessoas aos ftalatos são necessárias, porém atualmente a toxicidade humana em relação à exposição a ftalatos tem sido pouco explorada. A legislação brasileira estabelece limites para residuais destes compostos que migram das embalagens para os alimentos, porém é necessário que a população esteja atenta aos testes e pesquisas realizadas com PETs e evitem a reutilização destes tipos de embalagens.

O autor, Luciano da Silva Momesso, é doutorando em Ciências Farmacêuticas

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