Confesso que do alto de meus 64 anos de idade fiquei estarrecido. Isto se deve ao texto, em forma de poema, publicado na página 3, do caderno Ser-Comportamento, coluna “Minha história”, do JC de 7/5/2006. O retrocitado texto vem assinado por Alex Sander e tem como destinatária alguém de nome Samara.
Quem pegar a Revista Anderson Clayton, de junho/julho de 1964, em sua página 19, verificará que há um poema intitulado “Amor em vão”, de minha autoria. Este mesmo poema foi republicado em 25/7/2004, no JC Cultura, na coluna “Ao pé da letra”.
Se analisarmos o texto assinado por Alex Sander e compararmos com o texto de meu poema, teremos a grata surpresa de estar diante do mesmo texto. Ou seja, Alex Sander copiou “ipsis litteris” meu poema, publicado há mais de 40 anos atrás.
O poema de minha autoria foi escrito em 1962, mas somente publicado pela primeira vez em 1964. Tinha eu então apenas 21 anos de idade. Minha musa inspiradora residia naquela época em Bauru. Hoje ela tem ânimo definitivo em Araraquara. E tem em suas mãos tanto o que foi publicado em 1964 como o publicado em 2004.
Sinceramente, creio que Alex Sander, que imagino tratar-se de um jovem adolescente, tenha se identificado com meu amor platônico, vivenciando um sentimento análogo ao meu. Até aí tudo bem. Isto é muito gratificante para mim, como poeta que sou, por conseguir colocar no papel algo que tem a característica da universalidade, que atinge outras pessoas.
O que é realmente negativo e digno de abominação é o fato de Alex Sander ter assinado e apresentado como de sua autoria uma obra poética que não lhe pertence. O que se denomina juridicamente de plágio. Avocando a si uma pseudo-autoria.
Senti-me profundamente violentado em minha criatividade e inconformado com tal atitude leviana. Admiro e respeito os sentimentos de Alex Sander por Samara. Mas sou obrigado a repudiar frontalmente o furto intelectual praticado por ele, carreando para si a autoria de um poema que não é seu.
Gilberto Sidney Vieira - professor - RG 3.476.358