Polícia

CSM comemora 61 anos do fim da 2ª Guerra Mundial

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 1 min

De um lado, os ex-combatentes da 2.ª Guerra Mundial que moram em Bauru, a maioria com mais de 80 anos. De outro, jovens estudantes do ensino fundamental de um colégio particular da cidade. A “mistura” de gerações tinha um motivo: há 61 anos, os ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutaram na Itália, voltavam ao Brasil. A experiência de vida, patriotismo e cidadania não poderia ser melhor transmitida aos jovens.

Os pracinhas, como eram chamados os combatentes, foram homenageados ontem pela 6.ª Circunscrição do Serviço Militar (CSM), às 9h. A tropa de atiradores do Tiro de Guerra (TG) participou também das homenagens.

Em seu discurso, o coronel interino da 6.ª CSM, Walace do Couto, salientou que os brasileiros lembram-se pouco dos seus heróis. “Os ex-combatentes deixaram a sua juventude no Brasil para lutar por todos nós. São pouco lembrados no País de origem”, ressalta.

O presidente e um dos fundadores da seção de Bauru da Associação dos Ex-combatentes da 2.ª Guerra Mundial, José Colomeira, agradeceu as homenagens e recordou-se daqueles que acompanharam os soldados durante a guerra. “Os capelões, oficiais e enfermeiros sempre estiveram do nosso lado, em combate. Eles merecem também nossas lembranças”, afirma.

Ao lado dos veteranos, um grupo de estudantes de um colégio particular acompanhou as homenagens. Cursando a 8.ª série do ensino fundamental, Hugo Biazon orgulha-se dos pracinhas. “São exemplos a serem seguidos porque eles lutaram pelo país”, diz.

A FEB desembarcou na Itália em julho de 1944 e entrou em combate em setembro. O dia 8 de maio ficou conhecido como o Dia da Vitória, marcando oficialmente o fim da guerra. Ao final da campanha, a FEB havia aprisionado mais de 20 mil soldados inimigos, 80 canhões, 1.500 viaturas e 4 mil cavalos, saindo vitoriosa em 21 batalhas.

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