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Mercado financeiro eleva a previsão de alta do PIB pela primeira vez em um ano

Folhapress
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Brasília - Depois de projetarem por quase um ano (52 semanas) um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 3,50%, os analistas do mercado financeiro sinalizaram nesta semana com uma possibilidade de crescimento maior para a economia brasileira, revisando para 3,51% sua projeção. A informação faz parte do relatório de mercado divulgado ontem pelo Banco Central (BC), produzido a partir de consultas a analistas de diversas instituições financeiras.

O documento aponta ainda para a expectativa de um investimento estrangeiro no país da ordem de US$ 15,40 bilhões neste ano, acima da estimativa anterior, que era de US$ 15,06 bilhões. Já a previsão de saldo da balança comercial caiu um pouco em relação à semana anterior. A expectativa dos analistas é a de que o comércio exterior encerre o ano de 2006 com saldo de US$ 40,32 bilhões, contra US$ 40,37 bilhões previstos anteriormente.

O mercado também prevê uma taxa básica de juros média (Selic) para o ano um pouco maior que a estimada na semana anterior: 15,28%, contra 15,25%. Entretanto, o boletim ainda não aponta a previsão dos analistas para o mês de junho, quando ocorrerá a próxima reunião do Conselho de Política Monetária.

Pela sexta semana consecutiva os analistas reduziram suas previsões para o índice oficial de inflação no ano, passando de 4,36% na semana anterior, para 4,33% agora. A estimativa para o IGP-DI permaneceu estável em 2,64%, e para o IGP-M passou de 2,87% para 2,86%, recuando pela 13.ª semana consecutiva. As projeções de inflação para maio permaneceram praticamente estáveis, com ligeira redução de 0,24% para 0,23% para o IPCA, e de 0,12% para 0,10% para o IGP-M, e alta de 0,16% para 0,18% para o IGP-DI.

Os indicadores para os próximos 12 meses são de alta para o IPCA, com uma estimativa de inflação de 4,15% contra 4,13% previstos na semana anterior. As previsões para o IGP-DI e para o IGP-M são menores que as anteriores: de 3,81% para 3,77% no caso do IGP-DI, e de 3,92% para 3,87% para o IGP-M. A expectativa do mercado financeiro também é de queda para o câmbio em maio pela segunda semana consecutiva, de R$ 2,12 por dólar, para R$ 2,10.

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